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terça-feira, 13 de abril de 2010

Folha On Line: Pesquisa Sensus aponta Empate entre Serra e Dilma

SILVIO NAVARRO
do Painel da Folha

Pesquisa Sensus encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo) a ser divulgada hoje aponta empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%). É o resultado mais apertado já obtido.
De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Segundo dados apresentados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 Estados, com 2.000 entrevistas.
Reportagem publicada no sábado passado pela Folha mostrou que, no registro do TSE, consta outro contratante: o Sindecrep (sindicato de trabalhadores em concessionárias de rodovias) de São Paulo --que não a encomendou. A Sensus afirmou se tratar de um erro, corrigido em seguida (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

domingo, 28 de março de 2010

Reflexões sobre a Pesquisa Data-Folha

A seguir um bom artigo do blog do Nassif, sobre a recente pesquisa Data-Folha, mais realista e menos apaixonado, levando em conta aspectos relevantes sem se deixar levar pelo clima de torcida que vem contaminando o debate eleitoral deste ano. A salientar a necessidade de se confirmar as tendências apontadas pelo instituto de pesquisas através de outros levantamentos (aguardemos a Vox Populi e a CNT/Senus) e as potencialidades de cada candidato. Há um aspecto importante nesta pesquisa: o índice da espontânea, que dá a Dilma 12% e a Serra 8%.

As Novas Etapas da Campanha Presidencial
Do blog Nassif
Por Marcos Doniseti

Nassif, escrevi um longo artigo onde procurei analisar o ciclo de crescimento de Dilma, que parece ter se esgotado neste primeiro momento, a se confiar nos resultados da mais recente pesquisa Datafolha.

No entanto, a pesquisa Datafolha ainda precisa ter os seus resultados confirmados por uma pesquisa mais confiável, devido aos fortes laços que unem Serra, o PSDB e a empresa proprietária do instituto, que é a ‘Folha da Manhã’ e que é, na prática, uma atividade participante da candidatura tucana à Presidência da República.

No entanto, caso o Datafolha esteja correto (algo que não podemos descartar, mesmo que o instituto tenha divulgado os números de uma maneira a beneficiar Serra, mas isso é algo de difícil comprovação), Dilma parece ter se estabilizado, ou melhor, esgotado o ciclo de crescimento pelo qual vinha passando , pelo menos, desde o início de 2009.

E Serra parece ter iniciado uma recuperação que, no entanto, não se sabe se irá continuar ou se terá fôlego curto.

Isto não impede, que Dilma possa, sim, retomar esse crescimento mais à frente, e nem que Serra volte a cair, mas isso vai exigir que a campanha de Dilma arregace as mangas e trabalhe duro, pois esta será a campanha eleitoral mais dura e agressiva desde a redemocratização, sem dúvida alguma.

Aquela idéia de que Dilma teria uma vitória fácil, no 1o. turno, parece que ficaram para trás depois do Datafolha. Os recentes casos da Eletronet e do Bancoop demonstram isso claramente.

Ainda penso que Dilma tem maiores chances de vitória (devido à popularidade imensa de Lula, ao bom ano que teremos para a economia do país), sim, mas se a sua campanha se acomodar, Serra poderá vencer a eleição, sem dúvida alguma.

Baseado nestas possibilidades abertas pela nova pesquisa Datafolha, escrevi um longo artigo onde procuro analisar os motivos do crescimento de Dilma, o possível esgotamento (neste momento) de seu crescimento, bem como da recuperação de Serra.

Vamos lá, então:

O ciclo de crescimento de Dilma se encerrou? A recuperação de Serra é para valer?

Entre Março de 2009 e Fevereiro deste ano a candidatura de Dilma passou por um ciclo de crescimento, como demonstram as várias pesquisas feitas no período.

Segundo o Datafolha, no período em questão, a candidatura de Dilma saiu de 11% em Março de 2009 (cenário com 4 candidatos) para 23% em Dezembro do ano passado e para 28% em Fevereiro. Agora, em Março, ficou em 27%, demonstrando estabilidade.

O que ocorreu, neste período de tempo, para que Dilma tivesse esse crescimento? Simplesmente, ela se tornou mais conhecida entre o eleitorado e uma parcela maior deste descobriu que ela era a candidata apoiada pelo Presidente Lula e que seria a candidata do PT à Presidência da República.

Na pesquisa Datafolha de Março de 2009 apenas 52% dos eleitores diziam conhecer Dilma e, nesta mesma pesquisa, ela tinha apenas 11% das intenções de voto (cenário com 4 candidatos).

Em Dezembro do ano passado, a pesquisa Datafolha constatou que 80% dos eleitores diziam conhecer Dilma e ela tinha 23% das intenções de voto. Esse índice subiu para 86% na pesquisa do final de Fevereiro, quando Dilma chegou a 28% na pesquisa Datafolha.

É bom esclarecer que o Datafolha considera que basta o eleitor dizer que ‘conhece mais ou menos’ ou ‘que ouviu falar’ do candidato para considerar que o mesmo é conhecido dos eleitores, o que é algo muito questionável, no mínimo.

Afinal, será que um eleitor que diz conhecer Dilma ‘mais ou menos’ ou que ‘ouviu falar’ dela, tem conhecimento de fatos como o de que Dilma é a candidata do PT à Presidência da República e que será apoiada pelo Presidente Lula? É claro que não, pois se tivesse conhecimento disso, ele responderia que ‘conhece bem’ a ministra Dilma e não ‘mais ou menos’ ou que tenha apenas ‘ouvido falar’ dela.

Então, isso mostra que Dilma passou por um ciclo de maior exposição e de conhecimento de sua candidatura por parte dos eleitores e que isso gerou um sensível crescimento nas pesquisas. No Datafolha, Dilma saiu de 11% em Março de 2009 para 27% em Março de 2010 (cresceu 16 p.p.). No mesmo período de tempo, Serra caiu de 41% para 36% (queda de 5 p.p.).

E quais os fatores que contribuíram para esse maior conhecimento do eleitorado a respeito da candidatura de Dilma?

Em primeiro lugar, é claro, a intensa exposição que ela passou a ter ao viajar pelo Brasil inteiro ao lado do Presidente Lula.

Além disso, no final de 2009, o PT exibiu um programa nacional no qual Dilma e o Presidente Lula fizeram uma espécie de ‘bate-bola’ durante 10 minutos. E finalmente, em Fevereiro deste ano, Dilma teve uma grande exposição no Carnaval (seu desempenho durante o mesmo foi excelente, muito superior ao de Serra, que mal conseguiu disfarçar o constrangimento em meio à população) foi escolhida a candidata à Presidente pelo PT.

Depois destes fatos, que tiveram grande repercussão entre uma parcela significativa do eleitorado, Dilma cresceu nas pesquisas.

Porém, depois que foi escolhida a candidata do PT para a Presidência, não tivemos mais fatos de grande repercussão junto aos eleitores e que pudessem servir para que Dilma continuasse crescendo nas pesquisas.

Além do mais, nas últimas semanas, nós vimos o início de uma clara e nítida ofensiva midiática muito forte e violenta contra o governo Lula, Dilma e o PT, no qual tivemos o seguinte:

1) Capas da ‘Veja’ explorando o ‘caso’ Bancoop, que o PIG procurou relacionar com Dilma e com o PT, mesmo não havendo ligação alguma entre eles. Mas, a mentira foi difundida intensamente, seguindo os ensinamentos de Goebbels;

2) ‘Caso’ da Eletronet, no qual a Grande Mídia atacou o Zé Dirceu e fizeram de tudo para atingir o governo Lula, o PT e a candidatura de Dilma;

3) Propaganda maciça do governo do estado de SP na Mídia, dizendo que o estado de SP ‘está cada vez melhor’;

4) Ataques contra Lula e Dilma devido a uma suposta ‘campanha antecipada’ por parte da Grande Mídia. As multas aplicadas ao Presidente Lula pelo TSE podem ter reforçado junto a uma parte do eleitorado a idéia de que isso estava mesmo acontecendo. Mas, se isso não prejudicou Dilma, ajudar, também, não ajudou, certo?;

5) Forte crescimento da exposição de Serra na Mídia: lembram-se dele na praia, empurrando o carrinho de rodas de uma mulher? e da vez em que ele participou de um passei ciclístico? Bem ou mal, lá estava Serra, aparecendo de forma positiva na Grande Mídia, que o apóia totalmente, é claro.

Tudo isso ajuda a entender uma eventual estabilidade nas intenções de voto em Dilma e uma recuperação de Serra neste momento da campanha presidencial, que já está a pleno vapor entre os candidatos, a Mídia e os partidos, mas que ainda não chegou à maior parte do eleitorado. Tanto isso é verdade que o Datafolha constatou que, na pesquisa espontânea, 59% dos eleitores não apontam o nome de nenhum candidato para a Presidência da República. E eles, eleitores, não o fazem porque, de fato, sequer estão pensando no assunto, ainda!

A população vai começar a prestar atenção, mesmo, na campanha presidencial, depois da Copa do Mundo e, principalmente, após o início do horário eleitoral. Daí, sim, é que o eleitorado irá se definir com relação à disputa.

Mas, o fato é que esta ofensiva midiática (altamente negativa para a candidatura de Dilma, para o governo Lula e para o PT), ocorreu num momento em que a campanha de Dilma não criou fatos novos que tivessem maior repercussão junto ao eleitorado e que pudessem dar continuidade ao crescimento . E isso acontece desde que Dilma foi escolhida pelo PT como candidata à Presidente.

Portanto, sempre que Dilma cresceu nas pesquisas, isso foi precedido por alguns fatos positivos e que tiveram grande repercussão junto a uma parcela importante do eleitorado e que, até aquele momento, ainda não conhecia Dilma.

Exemplos: Dilma cresceu em Dezembro, depois do programa nacional do PT que explorou intensamente a sua ligação com o Presidente Lula. Daí, ela saiu dos 16% de Agosto de 2009 para os 23% de Dezembro de 2009.

E Dilma voltou a crescer quando o PT lançou a sua candidatura presidencial e com o apoio declarado do Presidente Lula, o que aconteceu em Fevereiro. Depois disso, Dilma saiu dos 23% de Dezembro e foi para 28% no final de Fevereiro.

Assim, somando-se a ofensiva midiática extremamente agressiva contra o governo Lula, Dilma e o PT nas últimas semanas (‘casos’ Eletronet, Bancoop), mais o aumento da exposição de Serra na mídia (devido à propaganda maciça do governo de SP, programa do Datena) e o fato de que a campanha de Dilma não criou, em Março, nenhum fato que repercutisse junto ao eleitorado, ajudariam a explicar as razões desta estabilidade momentânea de Dilma e da recuperação parcial de Serra na pesquisa Datafolha.

Porém, como já ressaltei aqui, em outras mensagens, o Datafolha é um instituto que pertence à ‘Folha de S.Paulo’, jornal que está na linha de frente da campanha presidencial de Serra e o mesmo pode, muito bem, ter dado uma ‘forcinha’ para Serra nesta pesquisa.

Logo, a prudência recomenda aguardar uma próxima pesquisa do CNT/Sensus ou do Vox Populi para constatar se, de fato, Serra iniciou uma recuperação e se Dilma parou de crescer.

Leia mais no blog do Nassif...

quinta-feira, 18 de março de 2010

Pesquisa Ibope em situação de "impugnada" no TSE e o Voto Espontâneo.

Depois que se viu, nas páginas amarelas da Veja, o diretor do IBOPE, o Sr. Augusto Montenegro, dizer com todas as letras que a ministra Dilma Rousseff não se elegeria, jogou-se uma sombra de suspeita sobre o instituto. Declaração não condizente com quem comanda um instituto de pesquisa. Agora, segundo página do TSE, a pesquisa divulgada pelo IBOPE encontra-se em situação de "impugnada" (http://www.tse.gov.br/sadAdmPesqEleConsulta/procPesquisa.jsp). É necessário que se vejam as razões e se elas serão aceitas pela Corte Eleitoral. Mas fica a anotação.

 Mas há uma outra situação interessante: Observemos a questão da pesquisa espontânea. Notem a diferença entre os institutos Datafolha e CNI/IBOPE, tendo-se em mente que esta última foi realizada menos de 15 dias depois da do Datafolha. As tabelas foram retiradas do blog Tijolaço do Brizola Neto que arremata com o seguinte argumento:

O número de pessoas que, espontâneamente, dizem que “vão votar no Lula” pula para cima. Chega a 20%, o dobro do que diz o Datafolha ou, estatisticamente, uma diferença de 100%. Curioso é que as menções espontâneas a Dilma também crescem, atingindo 14%. A soma de Lula + Dilma dá 34%, contra 20% do Datafolha ou, se conderarmos também a referência ao “candidato do Lula, 24%.
Variar um, dois, três por cento – se os números são altos – é totalmente possível. Não foi essa a explicação que deram para finalmente reconhecerem que margem de erro não é um valor absoluto?















Mas como explicar uma variação destas na resposta espontânea em favor de Lula, que dobra? Ou da soma dos campos políticos, que varia quase 50% (24% Datafolha x 34% Ibope)?
Num país sério, a Justiça Eleitoral estaria auditando estas pesquisas. Mas não, os resultados saem uma semana depois, e uma semana depois você não pega nem tartaruga manca.

Não sei se este seria o motivo da impugnação da pesquisa do IBOPE, mas, infelizmente, fica a constatação de que até pesquisa eleitoral sofre da pecha de desonestidade neste país.

Atualização às 11h40 - A impugnação foi impetrada pelo PRTB por não ter, a pesquisa, incluído o candidato do partido, o Sr. Levy Fidelix, e foi indeferida pelo ministro auxiliar Aldir Passarinho Júnior.(Clique aqui para ir ao push do TSE - prot. 5429-2010)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Ayres Britto responde a Gilmar

Do O Globo

BRASÍLIA - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Ayres Britto, disse nesta segunda-feira que a Justiça Eleitoral nunca julgou e nem julgará ninguém com dois pesos e duas medidas. A afirmação, dita no discurso que marcou o início das atividades da Corte neste ano, vem em resposta a uma declaração feita pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, na semana passada, quando acusou a Justiça Eleitoral de julgar alguns políticos com mais rigor que outros.

- A Justiça Eleitoral brasileira prosseguirá isenta de interpretações e não será cúmplice dos transgressores. A Justiça Eleitoral brasileira, a partir do TSE, prosseguirá no pleno domínio do seu propósito reconhecido de jamais julgar quem quer que seja com dois pesos e duas medidas. Tanto os titulares dos mandatos eletivos quanto os pretendentes a exercê-los. A Justiça Eleitoral brasileira, a partir do TSE, tem prefeita noção de necessidade de eqüidistância das partes. Permaneceremos livres de monitoramentos ou pressões de quem quer que seja, parta de onde partir - afirmou.

Leia no O Globo...