Mostrando postagens com marcador sensus. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sensus. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Dilma ultrapassa Serra em MG

A informação é do jornal o Tempo sobre pesquisa do instituto Sensus.


Hélio Costa tem 29 pontos de vantagem sobre Anastasia
Pelo levantamento, tucano ainda sofre com alto índice de desconhecimento
Da Redação
O senador Hélio Costa (PMDB) lidera com folga a corrida para o governo de Minas, com 29 pontos percentuais à frente do governador e candidato à reeleição Antonio Anastasia (PSDB). É o que indica a nova pesquisa realizada pelo instituto Sensus que foi encomendada pelo Partido da República (PR).
De acordo com o levantamento, o peemedebista tem 49,5% das intenções de voto contra 20,7% do tucano. O candidato do PV, deputado José Fernando Aparecido, aparece com 3,9%, enquanto outros 25,9% seguem indecisos, pretendem votar em branco ou anular. A margem de erro da pesquisa é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos.
A comparação com a sondagem anterior, publicada no mês passado, revela que a distância entre os principais candidatos ao Palácio Tiradentes aumentou. Há um mês, o senador tinha 35,3% da preferência do eleitorado, e o governador, 22,7%. Ou seja, enquanto Hélio Costa cresceu 14,2 pontos, Anastasia perdeu dois pontos.
O senador também lidera a pesquisa na categoria espontânea e na simulação de segundo turno.
No primeiro caso, em que a lista de nomes não é apresentada ao eleitor, o candidato da base aliada do presidente Lula foi mencionado por 21,1% dos entrevistados. O postulante do ex-governador Aécio Neves foi lembrado por 12,2%. Porém, mais da metade do eleitorado (56,6%) continua indecisa ou promete votar em branco ou anular o voto.
Já na projeção para uma disputa em segundo turno, a vitória seria de 54,6% do peemedebista sobre 22,3% do tucano.
Limite. O Sensus também questionou o eleitor sobre o limite de sua intenção de voto. Nos quesitos, os resultados também foram negativos para Anastasia. Ele tem os maiores índices de rejeição e de desconhecimento. Dos entrevistados, 36,2% disseram que não conhecem o governador. Outros 19,3% informaram que não votariam no tucano, valor apenas 3,9 pontos acima da rejeição de Hélio Costa.
O senador do PMDB é o único candidato em quem votariam 27,3% dos entrevistados. Já o governador é a única opção de 16%. Das pessoas entrevistadas, 41,9% afirmaram que podem votar em Costa, enquanto 19,3% consideram a opção de votar em Anastasia.
Dados técnicos
Coleta. O instituto Sensus realizou 1.500 entrevistas em 53 município de Minas Gerais nos dias 10 e 11 de junho. Os números de registro da pesquisa são 34.286/2010, no TRE-MG, e 14.772/2010, no TSE.



Ultrapassagem
Dilma Rousseff tem 37% contra 32% de José Serra
A nova pesquisa Sensus também traz os números da disputa presidencial. Ela mostra a consolidação da candidata do PT, Dilma Rousseff, sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB. Dilma aparece com 37,3% contra 32,1% de Serra. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, a petista mantém a dianteira – mesmo que por dois décimos – em sua pior estimativa contra a melhor do tucano.
A candidata do PV, Marina Silva, aparece com 7,3%. Outros 20,6% dos entrevistados disseram que vão votar em branco ou nulo ou se disseram indecisos. Os demais oito concorrentes à Presidência não ultrapassaram a marca de um ponto.
O levantamento anterior, de maio, apontava empate técnico entre Dilma e Serra. A diferença ntre eles, que era de um ponto percentual em favor da ex-ministra, cresceu para 5,2.
Provando que a população já conhece sua candidatura, a petista lidera também no cenário espontâneo. Ela recebeu menção de 24,3% dos eleitores contra 18% de Serra e 4,2% de Marina. No entanto, 44,5% disseram estar indecisos ou pretendem votar em branco ou nulo.
Na simulação de segundo turno, porém, o tucano mantém a liderança, mas com valor inferior à margem de erro. Ele aparece com 41,7% e a petista, com 40,5%. (Da Redação).

domingo, 25 de abril de 2010

Marcos Coimbra: Da Discrepância entre as Pesquisas Eleitorais

Do blog do Noblat
Marcos Coimbra
Pesquisas Discrepantes


Estamos vivendo uma fase de pesquisas discrepantes, após meses de convergência das que foram publicadas a respeito das próximas eleições presidenciais
Se as diferenças entre as pesquisas surpreendem até quem as faz, imaginem-se as pessoas que não estão familiarizadas com elas. Desde o jornalista especializado ao cidadão comum, a surpresa pode se tornar perplexidade.
Estamos vivendo uma fase de pesquisas discrepantes, após meses de convergência das que foram publicadas a respeito das próximas eleições presidenciais. O que parecia um consenso entre institutos e levantamentos tornou-se uma polêmica.
É curioso notar que quem é hoje demonizado era, até ontem, tratado com consideração. Os institutos, seus responsáveis e métodos de trabalho não eram questionados por ninguém nem no meio político, pelos partidários de Dilma ou Serra, nem pela imprensa, que informava os resultados de cada um com a imparcialidade possível. Agora, parece que todo mundo virou culpado de alguma coisa.
De fato, para quem tem o hábito de acompanhar as pesquisas brasileiras, as diferenças recentes podem soar estranhas. Estamos acostumados, depois de muitas eleições, a não ver maiores variações entre elas. Os institutos tendem a acertar (quase sempre) e a errar (de vez em quando) juntos.
Nos Estados Unidos, por exemplo, variações como as dos últimos dias, de até 10 pontos percentuais entre um e outro instituto, são consideradas normais. Seria até ridículo o Partido Republicano entrar na Justiça contra alguém que fez uma pesquisa mostrando Obama na frente. Já na Argentina, todos diriam que são modestas, pois a regra, por lá, é de as pesquisas apresentarem diferenças abissais. Em poucos países do mundo se daria atenção a que estamos vendo por aqui e, certamente, não se especularia sobre se essas pesquisas provêm de algo escuso.
Todos sabem que há diferenças de metodologia entre os institutos brasileiros, que decorrem de suas opções técnicas e operacionais. Nenhuma é melhor que a outra, pois todas apresentam prós e contras. Não existe, em nenhum lugar do mundo, o manual da pesquisa perfeita, a ser obedecido por todos. É um sonho autoritário (e inviável) imaginar o dia em que só haverá uma metodologia, aplicada por um só instituto. Se chegasse, nenhum democrata teria o que comemorar.
Uma das melhores coisas das pesquisas é que elas são inteiramente francas sobre algo que as outras informações que o eleitorado recebe costumam não explicitar: que são falíveis. Quem lê uma pesquisa foi avisado de que ela pode errar e é alertado sobre quanto. É como fumar conhecendo o que está escrito no maço.
Ao avaliar as pesquisas, as margens de erro não são coisas para registrar e esquecer, mas para lembrar. Não é o mais provável, mas é perfeitamente possível, que 10 pontos de diferença entre Serra e Dilma (consideradas as margens) sejam 5 pontos, o mesmo que diz uma pesquisa cujo resultado é uma diferença de um ponto entre os dois. Politicamente, 10 pontos ou 1 fazem uma enorme diferença, mas podem não ser nada (ou quase nada) em termos estatísticos.
Quem analisar com mais cuidado as pesquisas de agora, vai perceber que são unânimes na caracterização das intenções espontâneas de voto. Na mais recente do Ibope, Dilma tem 15% e Serra 14%. Na Vox, Dilma 15%, Serra 12%. No Datafolha, Dilma 13%, Serra 12%. Na Sensus, Dilma 16%, Serra 14%. Em qualquer lugar do mundo, quem olhasse esses números diria que os institutos brasileiros estão inteiramente de acordo sobre o que pensam os eleitores mais definidos, os que tendem a ser mais politizados e interessados nas eleições.
Mas o mesmo consenso não acontece na caracterização das intenções de voto dos que só respondem em quem votariam depois de estimulados. As diferenças de metodologia explicam parte da discrepância (mesmo que, do ponto de vista estatístico, sequer se possa afirmar que ela existe).
O mais provável, contudo, é que elas variem apenas por não haver, ainda, suficiente cristalização das intenções de voto no universo do eleitorado. É o fenômeno que se quer retratar que é volátil, não que alguma pesquisa esteja certa e as outras erradas.
Aliás, pesquisa certa ninguém sabe qual é. Só no dia 3 de outubro, teremos certeza sobre o que os eleitores, de fato, querem. Até lá, o máximo que podemos fazer são pesquisas bem feitas e isso todos tentam.

http://oglobo.globo.com/pais/noblat/

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Eleições 2010: A Pesquisa Datafolha, o jingle da Globo e o pastiche da Veja

Com a divulgação da última pesquisa Datafolha ficou claro que neste campo há resultados para todos os gostos. Mas com o advento da internet, nada ficará impune, ou pelo menos sob o véu da impermeabilidade. Verifica-se que o instituto, segundo o blog os amigos do presidente Lula apostou numa brutal mudança na distribuição geográgica da base amostral, com o número de cidades paulistas pesquisadas passando de 25 para 55 e o de bairros paulistanos passando  de 18 para 71, mantendo a mesma base amostral do Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Isto é no mínimo manipulação, sabendo-se que o Estado de São Paulo, apesar de ser o mais populoso da federação, passou a ter um maior percentual em face do aumento do seu peso no calculo estatístico para a pesquisa do Datafolha, e sabendo-se que lá é a base eleitoral de José Serra. Com isto a disparidade em relação aos demais institutos (pelo menos até agora). Em tese, todos os institutos poderiam fazer isto, o que demonstra como estas pesquisas, especificamente neste caso, estão servindo apenas para para impedir debandada de aliados, conseguir apoio de empresários, consolidar alianças com outros partidos, e manter a militância acordada.

O outro ponto é o jingle da Rede Globo apresentado no último domingo após o Fantástico, e que tem como slogan "nós queremos mais", uma "semelhança" com o slogan de campanha  do José Serra que é "O Brasil pode Mais", além, é claro, da alusão disfarçada ao número 45 (anos da Rede Globo = ao número do Serra). Quer dizer que a Globo quer mais educação e saúde? Interessante o que diz o Nassif sobre o assunto:
Endoidaram de vez. Pretendem reconquistar poder político para enfrentar os grandes grupos de comunicação que começam a chegar no Brasil. E o fazem em uma aposta de tudo-ou-nada, jogando fora a legitimidade perante parcela expressiva da opinião pública. Quem vai hastear bandeiras nacionalistas para defender esse acúmulo permanente de arrogância, de demonstração espúria de poder? Como uma organização desse tamanho não dispõe de um conselho de estrategistas capazes de apontar para essa crônica do desastre anunciado?


E aqui, como um "grand finale", uma amostra de como "eles" realmente perderam o senso do ridículo (claro, com a revista Veja):


E assim vai girando a roda das preferências "não declaradas", mas escancaradas, ainda que manipuladas, falseadas, disfarçadas. Como diria o Azenha: estamos diante da soma das campanhas de 1989 e 2006. Será que eles acham que a população não está atenta a tudo isto? Ou o brasileiro é gado a ser tocado na direção que eles quiserem?

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Nassif: Para entender o Caso Data Folha

Os bastidores do caso Datafolha começam a aflorar.

Alguns dias antes do lançamento da candidatura José Serra, correu a informação de que o Instituto Sensus divulgaria sua pesquisa no mesmo dia. Poderia ser o anticlímax para Serra.

Dias antes, o Sensus passou a levar tiros da Folha, tentando desqualificar a pesquisa antes de saber o resultado. Um repórter foi incumbido de ouvir os donos do Instituto. Percebendo o jogo, ele informou que, devido às chuvas no Rio, os resultados sairiam após o dia do lançamento da candidatura Serra.

Em vão. Os tiros prosseguiram e a velha mídia começou a deixar pistas pelo caminho. O Datafolha preparou uma pesquisa de emergência, não programada. O Jornal Nacional anunciou que, dali para frente, só divulgaria resultados do IBOPE e do Datafolha.

Saiu o resultado do Datafolha, chamando a atenção geral, a ponto de ser colocado em dúvida pelos próprios jornalistas da Folha. Em vez de jogar com margens de erro em todos os estados, para beneficiar a candidatura Serra, o Datafolha jogou toda a variação no sul. E aí escancarou os erros cometidos, abrindo margem para fortes suspeitas de manipulação da pesquisa.

Foi o mais desgastante episódio na vida do instituto – que conquistou credibilidade nos anos 80 ao fazer o contraponto ao IBOPE.

Leia mais no blog do Nassif...

terça-feira, 13 de abril de 2010

Folha On Line: Pesquisa Sensus aponta Empate entre Serra e Dilma

SILVIO NAVARRO
do Painel da Folha

Pesquisa Sensus encomendada pelo Sintrapav (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada de São Paulo) a ser divulgada hoje aponta empate técnico na corrida presidencial entre o tucano José Serra (32,7%) e a petista Dilma Rousseff (32,4%). É o resultado mais apertado já obtido.
De acordo com a sondagem, Ciro Gomes (PSB) teria 10,1%, e Marina Silva (PV), 8,1%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.

Segundo dados apresentados ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sob o registro de número 7594/2010, o levantamento foi feito entre os dias 5 e 9 de abril em 24 Estados, com 2.000 entrevistas.
Reportagem publicada no sábado passado pela Folha mostrou que, no registro do TSE, consta outro contratante: o Sindecrep (sindicato de trabalhadores em concessionárias de rodovias) de São Paulo --que não a encomendou. A Sensus afirmou se tratar de um erro, corrigido em seguida (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).