segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Celso Amorim: Os 7 Anos da Politica Externa Brasileira

Serra vai usar Parabolica no Nordeste

Do Portal Uol

Assim que confirmar o nome tucano para concorrer à Presidência em outubro (possivelmente o governador de São Paulo, José Serra), uma das principais missões do PSDB será popularizar o candidato fora das regiões Sul e Sudeste. Os números indicam que a tarefa não será fácil, em especial no Nordeste.

Silvania Lima dos Santos e o marido José Carlos Barros acreditam que número de propagandas aumentou e mostram "avanços" em São Paulo

A cidade de Boca da Mata (68 km de Maceió) é tomada por parabólicas

Segundo pesquisa Datafolha realizada em dezembro de 2009, o Nordeste é a única região onde a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), está a frente de Serra na corrida presidencial: 31% x 28%. Outro dado da pesquisa aponta que o governador paulista é conhecido por 93% dos brasileiros, mas, no Nordeste, esse índice cai para 88% (menor índice do país).

Para "encurtar" a distância entre Serra e os eleitores do Nordeste, a popularização das antenas parabólicas se tornou um canal de comunicação relevante entre o governo paulista, comandando por Serra, e os eleitores da região. É que algumas emissoras retransmitem não apenas os programas das emissoras "cabeças de rede" de São Paulo para o Nordeste, mas também os comerciais institucionais do governo estadual.

Em entrevista ao UOL Notícias, o governador de Alagoas (único tucano a liderar um Estado no Nordeste), Teotônio Vilela Filho, afirma que "a parabólica ajuda" a popularizar o presidenciável José Serra em uma região dominada por petistas e aliados. O governador acredita que as propagandas do governo de São Paulo retransmitidas na região ajudam a "divulgar o talento de Serra como gestor" aos nordestinos. "Ele está fazendo em São Paulo uma administração prodigiosa. Quanto mais pessoas souberem do talento que ele tem como homem público, mais popular e mais querido ele será como candidato a presidente", declarou.

As parabólicas se tornaram um fenômeno no interior nordestino por conta da falta de emissoras locais. O sinal da parabólica chega a 22% dos domicílios nordestinos, atingindo cerca de 3,5 milhões de famílias. Os dados são do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, com dados de 2008.

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Trabalho em Equipe

Ideia muito bem bolada do Blog do Eduardo Guimaraes

Domingo, 31 de janeiro de 2010, às 20h31m

E ...



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domingo, 31 de janeiro de 2010

Brasil se descola da China e afirma que não corre risco de superinflação




Do Portal UOL

O ministro da Fazenda Guido Mantega descartou nesta sexta-feira em Davos que existam pressões inflacionárias no Brasil, como ocorre na China, e assegurou que o país está em processo de crescimento sustentável com controle fiscal e monetário.

"O Brasil está tendo um processo de crescimento sustentável, porque são mantidos os fundamentos, cuidamos muito da questão monetária e da questão fiscal", afirmou Mantega em Davos, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

"Não temos maiores preocupações" a respeito da inflação, disse o ministro, lembrando que a alta do índice de preços ao consumidor foi de 4,31% em 2009, e que a projeção para 2010 é de 4,5%.

A questão da inflação está se tornando um problema para outros grandes países emergentes, particularmente a China.

A economia chinesa vem crescendo a ritmo fenomenal (10,9% do PIB no quarto trimestre de 2009), mas o aumento dos preços imobiliários e dos títulos financeiros despertou temores inflacionários que já forçaram o governo a cortar o crédito bancário para frear o consumo excessivo.

No caso do Brasil, estima-se que a economia tenha registrado crescimento nulo em 2009, e que poderá crescer entre 5 e 6% este ano.

"Nós temos um crescimento equilibrado entre demanda e investimentos. Por isso chegamos à conclusão de que o crescimento é sustentável e que terá continuidade nos próximos anos", indicou Mantega, que participou nesta sexta-feira junto com outros membros da delegação brasileira de um almoço organizado para discutir perspectivas econômicas do Brasil.

Afeganistao: Os Erros dos EUA

Na guerra contra o terror os EUA elegeram como prioridade o combate ao Taliba e a al-Qaeda, nas montanhas do Afeganistao, e o alijamento do poder de Sadam Husseim e o seu grupo, neste ultimo caso sob o falso argumento da existencia de armas de destruicao em massa. De quebra, levar os valores ocidentais de democracia e pluralismo para uma regiao em sua maior parte dominada por ditaduras assentadas sob grandes jazidas de petroleo.
Com Barack Obama, as empresas petroliferas e os interesses americanos nas fontes de energia iraquianas devidamente protegidos, foram relocadas tropas para o Afeganistao, para ali intensificar o combate ao grupo terrorista que os proprios EUA ajudaram a fomentar, via CIA, no tempo em que os invasores eram os sovieticos.
Entretanto, insistem os EUA em cometer erros que os distanciam, cada vez mais de conquistar coracoes e mentes numa regiao empobrecida, dominada por "senhores de guerra", organizada de forma feudal em que o governo de Cabul nao tem qualquer autoridade.
Ha algum tempo atras, o jornalista John Burns, do New York Times, entrevistou o embaixador russo em Cabul e ex-agente da KGB, Zamir Kabulov, que enumerou alguns erros patentes da ocupacao americana, entre eles: permanecer muito tempo ocupando o país; fazê-lo com número inadequado de tropas; acreditar que ocupar as cidades decide a guerra; ignorar a profunda aversão dos vários contingentes populacionais do Afeganistão aos estrangeiros, especialmente não muçulmanos; tentar resolver a situação militar com ataques muito agressivos e confiança apenas em armas de grande poder de destruição, especialmente forças aéreas.
A agressividade (como nao te-la numa guerra!) e a tonica da ocupacao americana e, com ela e seus metodos, os EUA tem perdido aliados internos no combate ao terror. Em recente artigo no Asia Times, reproduzido no site do Luiz Carlos Azenha, ha uma serie de narrativas sobre tal fenomeno, dos quais, podemos destacar:


(...)
Em algum momento dos últimos anos, os pashtuns que vivem no interior montanhoso do Afeganistão começaram a perder a fé no projeto dos EUA para seu país. Muitos pashtuns sabem dizer o exato momento em que houve a transformação; quase sempre, na calada da noite, quando todo o país dorme profundamente. Nos processos de detenção secreta dos EUA, os suspeitos são sequestrados quase sempre na escuridão e mandados para vários campos de concentração de priosioneiros mantidos em bases militares, na maioria dos casos sem que ninguém saiba nem por que prende nem por que é preso, e sem qualquer comunicado à família do preso.

Esses sequestros são hoje mais temidos e odiados no Afeganistão que os ataques dos mísseis-robôs, os ‘drones’ não tripulados. Os sequestros noturnos e os ‘desaparecimentos’ de pessoas, dos quais pouco se fala fora das aldeias pashtun, vão aos poucos convertendo em inimigos declarados os soldados que, há apenas alguns anos, os afegãos receberam como libertadores.
(...)

A seguir, um relato de um desses sequestros que tem fomentado o odio as tropas americanas:

Numa noite escura, em novembro

Dia 19/11/2009, às 3h15 da madrugada. Uma explosão acordou os moradores da periferia da cidade de Ghazni, cidade antiga, no sul do Afeganistão. Um pelotão de soldados dos EUA explodiu a porta da frente da residência de Majidullah Qarar, porta-voz do ministro da Agricultura. Qarar, naquele dia, estava em Cabul; mas a família estava na residência; quatro de seus parentes dormiam ali, no único cômodo da casa de hóspedes.

Um deles, Hamidullah, que vende cenouras no bazaar local, correu em direção à porta da casa de hóspedes. Foi baleado, mas conseguiu arrastar-se de volta para a casa de onde saíra, deixando uma trilha de sangue no chão. Então, Azim, padeiro, correu para ajudar o primo baleado. Também foi baleado e caiu. Os dois feridos gritaram para as duas crianças que permaneciam dentro da casa, para que fugissem; mas as crianças, paralisadas de medo, não conseguiram mover-se.

Os soldados estrangeiros, a maioria dos quais barbudos e cobertos de tatuagens, entraram, então, na sala principal da residência. Espalharam pelo chão as roupas que encontraram, quebraram louças e o que arrancaram de armários e prateleiras o que encontraram. Até que, afinal, acharam o que buscavam: Habib-ur-Rahman, especialista em programação de computadores e funcionário do governo. Rahman era encarregado de adaptar o Microsoft Windows, do idioma inglês para o idioma pashtum local, para que a administração pública pudesse usar o sistema e seus programas. Fizera um estágio no Kuwait, e o intérprete afegão que acompanhava os soldados norte-americanos disse que Rahman fora denunciado por ser membro da al-Qaeda.

Arrastaram Rahman e um primo, sem sapatos, para um helicóptero pousado perto da casa e os levaram para uma pequena base dos EUA numa província vizinha, para interrogatório. Depois de dois dias, o exército dos EUA libertou o primo. De Rahman, nunca mais houve qualquer sinal ou notícia.

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sábado, 30 de janeiro de 2010

Novas e Velhas midias: a Luta pelo Poder.

Nao e segredo para ninguem que a velha midia (grupos Globo, Folha de Sao Paulo, Estado de Sao Paulo, Abril e congeneres) tem um lado, ainda que nao estejam muito preocupados em declina-lo. Isto fica bem patente quando se trata da abordagem politica, qualquer que seja o assunto. O lulismo nao lhes cabe bem, e pouco palatavel ao "gosto refinado" com que sempre foram acostumados a sorver o naco de poder que lhes cabia. O "mainstream" nao suporta a ideia de que um operario tenha feito o trabalho que, certamente de uma forma bem diferente, caberia aqueles que representam. Isto fez com que um outro grupo, estranho a este - acostumado ao exercicio do poder central do pais, e a influenciar intimamente os seus designios -, ocupasse o Planalto e, por consequencia, toda uma estrutura que antes lhes era favoravel e confiavel. Com efeito o paradigma de poder no pais, sobre um determinado aspecto, sofreu uma enorme mudanca.
Assim e que, empurrada para a "oposicao", a velha midia, na inapetencia da verdadeira oposicao em levantar grandes temas relevantes para a nacao, em formar seu discurso com um projeto claro que pudesse cativar e avancar na parte do eleitorado que hoje vota no Lula ou em quem ele indicar, ocupou um espaco que devia ser, naturalmente, de competencia dos partidos politicos, de modo que o oficio de bem informar ficou em um plano invertido para dar lugar ao oficio do proselitismo difarcado, seja pela omissao descarada, seja pela manipulacao de informacoes, seja pela utilizacao de termos ou tecnicas que diminuam ou detratem a imagem do Presidente e daqueles que o cercam ou o apoiam. Nao que uma empresa de comunicacao nao possa ter suas preferencias. Mas isso e um assunto que deveria ficar restrito aos editoriais, de modo a que o publico tivesse acesso as noticias daquele orgao, sabendo qual sua preferencia politica. Seria mais honesto. De qualquer modo hoje se sabe por vias transversas.
De fato isto e um fenomeno mundial, como ressaltou Bernard Cassen, no seu texto "Midias viraram Arma Ideologica e Politica", quando ressalta que os meios de comunicacao deixam de lado a informação e se transformam em “arma ideológica e política, abandonando toda a fachada do pluralismo”. Cita tambem a situacao da Venezuela, destacando que “oitenta por cento das mídias venezuelanas são privadas e em guerra aberta ao governo. Não fazem informação, fazem guerra”.
Essas constatacoes ficaram mais evidentes com o acesso a internet, que diminuiu em muito o poder dos articulistas dos grandes jornais e canais de televisao, ainda que estes tenham migrado para os portais homonimos. Isto porque na web quem faz a rede de noticias e o internauta, e, com a abertura das caixas de comentarios, ficou mais dificil a manutencao de posicoes fundadas em argumentos frageis ou pouco confiaveis.
Mas a velha midia insiste em enveredar pelo mesmo comportamento que lhe batizou com a alcunha, tratando o seu publico como se so ela continuasse a ter a exclusividade da informacao e da constatacao. E o caso agora da pesquisa Vox Populi, que, fora da blogosfera, e da cobertura da Band, quase nao teve repercussao. Verdade que e uma pesquisa com possiveis candidatos e que ninguem esta obrigado a divulgar resultado algum, mas, ate o mundo mineral (com a licenca do Mino Carta) sabe que, se o desempenho de um dos possiveis candidatos fosse outro, sem a menor sombra de duvida a cobertura seria bem diferente.
Mas, de fato, a velha midia tem experiencia de sobra para saber que este comportamento e a unica forma que tem para tentar influir no sistema politico, seja nos eleitores mais ingenuos, seja nos proprios partidos que sao por ela apoiados, ainda que estejam jogando pelo ralo a credibilidade. Porque a blogosfera e a web nao tem, ainda, a penetracao na sociedade brasileira para deixar patente e claro para a maior parte da populacao a sabujice que impera nestes meios de comunicacao. E nao se trata apenas de acesso a banda larga ou inclusao digital. Tem que haver tambem a educacao politica. Entretanto, a fama precede o ator, e, para a populacao, ainda que alguem seja fanatico pelos "big brothers" da vida, sabe-se bem quem a Rede Globo ou a Veja apoiam ou querem ver pelas costas. O problema e de vulnerabilidade e de maturidade politica, que so fica menos evidente quando se tem emprego e dinheiro no bolso.
A verdade e que as velhas midias tem a tarefa ingloria de brigar contra os fatos reais de um governo que, ainda que envolvido nos velhos problemas do sistema politico brasileiro, melhorou a vida de toda a populacao, que tem tido, justamente, mais emprego, dinheiro no bolso, acesso ao credito e uma vida mais digna.
Ha um outro aspecto importante a se destacar. Nos estados mais conservadores e mais ricos do pais (do sul e sudeste), principalmente Sao Paulo, a velha midia tem conseguido, com algumas interrupcoes, ajudar a manter no poder aqueles a quem apoiam. De fato e para este publico que ela se dirige com mais afinco, com maior empenho, porque e nesta regiao onde se concentram seus maiores interesses. Nao que nunca tiveram no resto do pais - algumas tem alcance ate fora do pais - mas e porque as disparidades regionais combatidas com sucesso, favorecem o governo, principalmente no norte-nordeste.
Por fim, e possivel concluir que as novas midias tem, de alguma forma, contribuido para a formacao de uma consciencia politica que, ainda sem a penetracao desejada, tem se espalhado por setores mais politizados da sociedade, nao deixando que a velha midia, com efeito ainda muito poderosa, fique a falar sozinha, mesmo que sob o olhar desconfiado da nacao. Tem, para isso, a tarefa facilitada pelo desempenho de um governo que teve a sensatez de fazer o bolo crescer e distribuir as fatias para todos enquanto este mesmo bolo crescia.

Presidente do BC argentino, Martín Redrado, renuncia ao Cargo






Do Ultimo Segundo

BUENOS AIRES - O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, renunciou ao cargo nesta sexta-feira depois de um duro conflito com o governo, que tenta se apropriar de US$ 6,56 bilhões das reservas da entidade monetária para pagar dívidas.

Redrado, que se opôs firmemente ao plano, anunciou sua demissão durante uma entrevista coletiva. "A indignação foi mais forte", disse.

O funcionário estava afastado da liderança formal do Banco Central desde domingo, quando a polícia o impediu de entrar em seu gabinete.

A Justiça mantém bloqueada a transferência de reservas ao governo pelo Banco Central, conduzido formalmente por seu vice-presidente Miguel Pesce.