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domingo, 23 de maio de 2010

Bresser Pereira: O Irã e o império decadente

Na Folha de São Paulo de 23.05.2010
via Blog do Nassif


Há algum tempo, o establishment mundial recebeu com um misto de irritação e descrença a notícia de que o presidente Lula se dispunha a intermediar a questão do Irã.

Na semana passada a diplomacia brasileira alcançou um êxito histórico em Teerã ao lograr que o governo nacionalista islâmico do Irã aceitasse o acordo sobre a troca de urânio pouco enriquecido por urânio enriquecido a 20% nos mesmos termos que as grandes potências e a AIEA(agência atômica da ONU) haviam proposto há seis meses.

Não obstante, alegando que o acordo não assegura que o Irã não utilizará o restante do urânio em seu poder para se tornar potência nuclear, os EUA conseguiram convencer as demais grandes potências a levar ao Conselho de Segurança da ONU a proposta de novas sanções ao Irã. E adicionaram mais uma “razão”: assim, evitam que seu aliado Israel bombardeie o Irã. Significa isso que o acordo de Teerã fracassou?

As razões para ignorar o acordo bem pensado e realizado não se sustentam. A recusa dos EUA de continuar a negociação a partir dele deixou mais uma vez claro que seu objetivo principal não é evitar que o Irã tenha a bomba, mas é desestabilizar seu governo.

Desde a Revolução Islâmica de 1979, os EUA vêm procurando derrubar o governo nacionalista iraniano. Primeiro, porque o regime seria fundamentalista; depois, porque ameaçaria Israel.

Nesse sentido, suas ações não se limitaram ao “soft power” e à diplomacia, mas foram militares. Em 1981, financiaram uma guerra mortífera do Iraque de Saddam Hussein contra o Irã, que durou quase dez anos e terminou com a derrota da coligação americano-iraquiana.

Agora, depois de haver invadido e submetido seu antigo aliado, voltam- se de novo contra o regime dos aiatolás e de seu boquirroto e autoritário presidente, Mahmoud Ahmadinejad.

Mostram, assim, coerência em sua política imperial de controle político-militar do Oriente Médio. O fato de a China ter concordado em assinar o pedido de mais sanções significaria que não usará seu poder de veto no Conselho de Segurança? É possível, mas não é provável. A China assinou o pedido para, neste momento, não aumentar seu contencioso com os EUA, que já é grande.

Por isso, é bem possível que o acordo de Teerã e as reações que está provocando levem os chineses, que não têm interesse em que os EUA e a Europa aumentem ainda mais seu poder no Oriente Médio, afinal a recusar seu voto às sanções.

Os EUA são um império em decadência que tenta ser imperial em uma fase da história mundial na qual os impérios não fazem mais sentido.

Os dois últimos grandes impérios foram o britânico e o soviético. Fracassaram por diferentes razões, mas principalmente porque hoje mesmo países mais atrasados são membros plenos da ONU e não aceitam a dominação imperial.

Não obstante, os EUA insistem em terem bases militares espalhadas em todo o mundo para “legitimar” a imposição de sua vontade. Sabemos, porém, que não é com armas, mas com bons argumentos e com concessões mútuas que haverá paz entre as nações.

*LUIZ CARLOS BRESSER-PEREIRA, professor emérito da Fundação Getulio Vargas, ex-ministro da Fazenda (governo Sarney), da Administração e Reforma do Estado (primeiro governo FHC) e da Ciência e Tecnologia (segundo governo FHC).

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/05/23/o-imperio-decadente/#more-63116

domingo, 16 de maio de 2010

Notícias sobre o Acordo com o Irã

Mais uma vez a grande(?) mídia vai tentar diminuir o papel do governo brasileiro no acordo. É tanto que a Globonews dá a notícia sob a ótica da importância do governo turco na negociação. Parecia até que o Lula tava alí só em missão comercial. No fim, porém, a reportagem se sai com um "Lula cancelou a entrevista coletiva que deveria conceder porque queria ter um resultado concreto para anunciar". Claro que o governo turco tem papel importante, até porque é na Turquia que provavelmente vai acontecer a troca pelo urânio enriquecido. Mas foi Lula que foi até o fim, conversando olho no olho com o Aiatolá Khamenei e com o Ahmadinejad. Se sair o acordo, como tudo indica que vai sair, tem o dedo do governo brasileiro. Tanto que o Chanceler turco apressou-se em ir à Teerã, não sem antes ter desistido, atendendo ao chamado da Secretária de Estado Hillary Clinton.


Lula no Irã: EUA e a Grande Mídia Brasileira torcem contra.

Vai ser um prejuízo só para os falcões e a indústria bélica americanos. No mesmo sentido para a grande(?) mídia brasileira, que está alinhada a interesses estratégicos desta linha belicista, além, é claro, engajada na questão eleitoral brasileira. Como é que vai ficar se o Lula conseguir tal acordo? Numa primeira hora vai isolar os EUA no seu intuito de aplicar uma nova rodada de sanções ao Irã, preparando terreno para uma futura (e talvez não tão longe) invasão do país. Segundo, vai colocar os países europeus que se alinham automaticamente com os EUA numa saia justa, tendo que se justificar ao público interno do porquê de se envolverem em tal imbróglio, já que estão envolvidos numa recessão no próprio quintal. E ainda que o Lula não consiga, terá feito o seu papel de posicionar o Brasil como um interlocutor importante e de respeito no cenário internacional.

Do blog do Brizola Neto
Lula no Irã: EUA e PSDB morrem de medo de acordo


Só falta uma coisa para o final de semana se tornar infernal para os fundamentalistas de mercado do PSDB: é Lula conseguir fechar, hoje, em Teerã, um acordo com Ahmadinejad para resolver o impasse nuclear com o Irã. E os sinais são de que isso acontecerá. O Ministro das Relações Exteriores do Irã, Ramin Mehmanparast disse no sábado que “são propícias” as condições para um acordo pelo qual o país aceite que o processo final de enriquecimento do urânio usado como combustível de usinas nucleares seja parcialmente realizado no exterior.

Lula não faria a declaração de que eram de 9,9 em dez as possibilidades de acordo se não houvesse um entendimento prévio. Desembarcou em Teerã para dizer o que é óbvio: o Brasil será fiador, perante o mundo, de um acordo que atenda à preocupação com o desenvolvimento de armas nucleares pelo Irã mas, ao mesmo tempo, preserve o desenvolvimento tecnológico do país no setor.

Está evidente que a diplomacia brasileira trabalha um acordo que dê aos países europeus um motivo para tirarem o problema Irã de sua pauta de preocupações, já “lotada” por uma crise econômica que pode abalar até o projeto do Euro como moeda.

E que coloque os setores belicistas dos EUA numa posição de isolamento, se pretenderem seguir com o projeto de uma nova guerra da “coalizão” ocidental no Oriente. Governantes de tempos prósperos como Blair, Aznar e outros se afundaram com isso, em tempos prósperos. Os atuais, já sufocados pelos seus próprios problemas, estão loucos por uma saída.

Inshaa’Allaah, queria Deus, como dizem os árabes.

http://www.tijolaco.com/?p=14792

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Irã aceita mediação do Brasil em acordo nuclear com potências

Do Portal Terra


O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, concordou "em princípio" com uma mediação do Brasil para ressuscitar um acordo apoiado pela ONU para a troca de combustível nuclear com potências mundiais, informou a agência de notícias semioficial iraniana Fars nesta quarta-feira.

As potências veem o acordo como uma forma de retirar boa parte do urânio de baixo enriquecimento do Irã, o que minimizaria o risco desse material ser usado para armas atômicas. Pelo acordo, o Irã receberia combustível especialmente processado para manter funcionando seu programa de medicina nuclear.

Mas a proposta tem encontrado dificuldades por conta da insistência do Irã de realizar a troca somente em seu território, em vez de enviar o material para o exterior primeiro.
"Em uma conversa por telefone com seu colega venezuelano, Ahmadinejad concordou em princípio com a mediação do Brasil no acordo de troca de combustível nuclear", disse a Fars, citando um comunicado divulgado pelo gabinete do presidente iraniano.

A ideia do acordo surgiu em negociações conduzidas em outubro do ano passado pelo órgão regulador de energia nuclear da ONU, que pedia que o Irã enviasse 1.200 kg de seu urânio de baixo enriquecimento - o suficiente para a fabricação de uma bomba se enriquecido no patamar necessário - para a França e para a Rússia, onde seria convertido em combustível para um reator de pesquisas em Teerã, que fabrica isótopos para o tratamento do câncer.

As potências se recusaram a reescrever o acordo para atender as exigências iranianas. Os Estados Unidos pressionam o Conselho de Segurança da ONU para apoiar uma quarta rodada de sanções internacionais contra o Irã nas próximas semanas. O objetivo é levar o Irã a reduzir suas atividades de enriquecimento de urânio.

O Irã afirma que seu programa de energia nuclear tem o único objetivo de gerar eletricidade, mas o fato de o país não declarar atividades atômicas sensíveis para a ONU e manter as restrições às inspeções das Nações Unidas tem diminuído a confiança no exterior.

Alguns membros não-permanentes do Conselho de Segurança, como Brasil e Turquia, tem buscado ressuscitar o acordo de troca de combustível na tentativa de evitar a imposição de novas sanções à República Islâmica.

O Brasil afirma ser favorável a ressuscitar o compromisso pelo qual o Irã exportaria seu urânio para outro país em troca do combustível nuclear que o país afirma ser necessário para manter seu reator em Teerã funcionando.

Não ficou claro se Ahmadinejad aceitou que a troca seja feita num terceiro país, o que representaria uma grande mudança na posição iraniana. "Ahmadinejad também disse que as questões técnicas devem ser discutidas em Teerã", disse a Fars.

Leia no Terra...

terça-feira, 27 de abril de 2010

Brasil faz apelo para retomar acordo de troca nuclear com Irã

A bem da verdade, neste imbróglio todo envolvendo o Irã, fazendo uma análise crua e abstraindo a questão economômica que secunda as intenções brasileiras, é preciso que se entenda que para que haja a “inserção global” do Brasil é necessário que o país entre para o clube, liderado pelos EUA. Mas para isto vai precisar se alinhar aos interesses estratégicos ocidentais, ou seja, aqueles que ainda sobrevivem com o viés ideológico da OTAN. Não precisa ser um alinhamento automático, mas não pode atrapalhar os interesses do clube. O Brasil não pode se dar ao luxo de “peitar” esta aliança estratégica, que se costurou desde a segunda grande guerra, se intensificou com a guerra fria, e hoje é ainda a mais poderosa, militar e economicamente falando, ainda que estejamos num mundo menos polarizado. Além do quê o Brasil não é do clube atômico, e, ainda que fosse, não tem “escala” para encarar esta parada. Entretanto, acredito que o governo Lula tenha feito uma aposta bem arriscada, contando com o peso dos BRICs (apenas para não enumerá-los um a um), para dissuadir a imposição de sanções contra o Irã. Neste caso optou pela sua própria aliança estratégica, que está sendo forjada nas relações sul-sul, como uma contrapartida a antiga aliança ocidental. Uma jogada de grande risco, que, aparentemente tem tudo para dar errado, haja vista que, ao contrário da aliança ocidental, entendo que ainda falta um amálgama importante, que vá além dos interesses econômicos, a unir tais países do sul, e aí entra também o componente histórico e cultural. Mas tudo é possível, e no xadrez global não é improvável que até a mais poderosa aliança fique em xeque num determinado momento.

Da Reuters

TEERÃ (Reuters) - O Brasil quer ver a retomada de um acordo de troca de combustível nuclear como forma de pôr fim ao impasse com o Irã sobre seu programa nuclear, disse o ministro de Relações Exteriores Celso Amorim nesta terça-feira.

Em visita a Teerã, Amorim disse que o Brasil queria ajudar a resolver a disputa que levou o Ocidente a buscar sanções da ONU contra o Irã, país que os Estados Unidos e seus aliados temem tentará construir uma bomba atômica.

O Brasil, membro temporário do Conselho de Segurança da ONU, vem resistindo à pressão dos EUA para apoiar novas sanções que Washington pretende aprovar nas próximas semanas, e Amorim fez um apelo para que todos os lados demonstrem "flexibilidade" para chegar a um acordo.

"Não existe consenso político de que o Irã deve ser isolado ou que o Brasil vá nessa direção", disse Amorim em coletiva de imprensa ao lado de seu colega iraniano.
Amorim disse que espera que um acordo de troca de combustível, acordado em princípio no outubro passado, fosse retomado.

O acordo inicial determinava que Teerã enviaria 1.200 quilos de urânio de baixo enriquecimento --o suficiente para uma única bomba se purificado para um nível suficientemente alto-- para que a Rússia e a França o transformassem em combustível para um reator de pesquisa médica.

O Irã disse depois que aceitaria apenas uma troca simultânea em território iraniano, uma mudança que outros partidários do acordo disseram não aceitar porque seria um empecilho à construção de confiança.
"O Irã deve ter atividades nucleares para propósitos pacíficos e a comunidade internacional também deve receber garantias de que não haverá violação ou desvio para finalidades militares", disse Amorim a jornalistas.

Uma solução negociada deve significar que qualquer "ambiguidade" sobre o programa nuclear já terminou, disse ele.
"A razão pela qual damos alta importância a esse acordo de troca de combustível nuclear... é porque o acordo em si é um acordo importante e segundo, cria a confiança com a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) e alguns países ocidentais", disse Amorim.

"Temos esperança de que esse acordo deve ser feito, mas, como qualquer outra negociação, deve haver flexibilidade de ambos os lados."
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que alertou contra "encurralar o Irã", deve visitar Teerã em maio, refletindo o fortalecimento de laços diplomáticos e econômicos entre os países.
(Reportagem de Robin Pomeroy)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Paris rejeita apelo do Brasil ao diálogo com Irã

E interessante observar os movimentos em torno deste assunto. Fontes, com a AIEA, confirmam que o enriquecimento do uranio no Ira e modesto. O Brasil defende o dialogo e um grupo de paises do primeiro mundo exigem um maior controle sobre o programa nuclear iraniano, pregando o endurecimento das relacoes com aquele pais. A questao e: ate que ponto esta politica independente do Brasil trara dividendos, principalmente para quem esta buscando um assento permanente no Conselho de Seguranca da ONU? Ainda que seja legitimo para um pais soberano dominar o cilco do uranio para fins pacificos, em termos de politica internacional, seria legitimo ao Ira, sabendo do esforco do Pres. Ahmadinejah em permanecer como um elemento de conflito numa regiao especialmente sensivel do planeta?

da Folha de S. Paulo, em Genebra
Luciana Coelho
A França minimizou ontem a posição brasileira sobre o programa nuclear do  Irã disse que continuará a "trabalhar com seus parceiros" para fortalecer as medidas que visam dissuadir Teerã da ideia de enriquecer urânio por conta própria.

Não ficou claro se o Brasil estaria ou não entre eles, já que os dois países estreitaram a aliança nos últimos meses e se dizem parceiros estratégicos.

Indagado durante entrevista coletiva transmitida pela internet sobre o que Paris pensava da posição do chanceler Celso Amorim e o que faria para persuadir o parceiro a aceitar punir Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Bernard Valero, evitou mencionar diretamente o país.

Mas refutou a ideia de Amorim de que deve haver mais tempo para o diálogo, sem sanções. Nos últimos dias, a Rússia, que compartilhava da mesma posição do Brasil, recuou.

"Até este momento, o Irã não respondeu às múltiplas ofertas de diálogo e cooperação que lhe foram colocadas", respondeu Valero. "Nessas condições, e segundo a abordagem dupla promovida pelo P5 +1 [China, Rússia, EUA, Reino Unido, França e Alemanha], que se baseia no diálogo e na firmeza, não nos resta outra opção hoje que não seja trabalhar com nossos parceiros para reforçar essas medidas."

Em Paris, a Chancelaria evita declarações sobre a divergência de opiniões, evidente. Em Genebra, porém, diplomatas afirmam que ela não está entre as preocupações centrais do governo francês, e os dois lados negam contatos.

O Brasil tem debatido a questão iraniana com os EUA, que lideram a pressão para a imposição de novas sanções. Mas Brasília mantém a posição de que é preciso mais tempo para o diálogo. Da forma como as coisas se delineiam hoje, apurou a Folha, o Brasil deve optar pela abstenção na votação no Conselho de Segurança.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Irã inicia Enriquecimento de Urânio a 20%

Do Ùltimo Segundo

Cientistas iranianos iniciaram nesta terça-feira o processo de enriquecimento de urânio a 20% na usina nuclear de Natanz, na região central do país, informou a televisão estatal.


O processo teve início no começo da manhã na presença de inspetores internacionais, explicou a emissora oficial em árabe "Alalam".
"O Irã já processa urânio para enriquecê-lo até 20% em Natanz na presença de inspetores internacionais", declarou uma fonte do organismo iraniano de energia atômica citada pelo canal televisivo.
A decisão do Irã de enriquecer urânio a 20% anunciada no domingo passado pelo presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, após meses de infrutíferas negociações com países do Ocidente, multiplicaram as suspeitas sobre o programa nuclear do Irã.
Países como Estados Unidos, Israel, França, Alemanha e Reino Unido acusam Teerã de esconder um projeto de natureza clandestina e aplicações bélicas cujo objetivo seria a aquisição de um arsenal nuclear, o que o Irã desmente.
O conflito se agravou no final do ano passado depois que Teerã rejeitou uma proposta de Washington, Paris e Moscou para enviar seu urânio a 3,5% ao exterior e recuperá-lo depois enriquecido a 20%, nas condições necessárias para manter seu reator nuclear civil na capital em operação.
O Irã afirma ser a favor da troca, mas exige que esta se produza em seu território e se faça de maneira escalonada, condições que a outra parte não aceita.
As autoridades iranianas afirmam que precisam de 120 quilos de urânio enriquecido para manter o reator em operação e exigiu isso da Agência Internacional de Energia Atômica, como é direito do Irã por ser signatária do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
Segundo as autoridades iranianas, o reator do país foi criado para produzir isótopos para o tratamento de câncer. 


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