da Folha Online
Pesquisa Datafolha publicada na edição de domingo da Folha, mostra que a ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) cresceu cinco pontos nas pesquisas de intenção de voto de dezembro para janeiro, atingindo 28%.
No mesmo período, a taxa de intenção de voto no governador de São Paulo, José Serra (PSDB), recuou de 37% para 32%.
Com isso, a diferença entre os dois pré-candidatos recuou de 14 pontos para 4 pontos de dezembro para cá.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. No entanto, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate técnico entre Serra e Dilma.
A pesquisa foi realizada entre os dias 24 e 25 de fevereiro. Foram ouvidas 2.623 pessoas com maiores de 16 anos.
Atualizacao 1: No entanto, é impreciso dizer que o levantamento indica um empate técnico entre Serra e Dilma. E a Folha acaba de inventar o "empate tecnico impreciso". Tese nova, uma vez que em outras ocasioes sequer se pensava em tal argumento. Nao acredita?
Leia aqui e aqui...
Atualizacao 2: Nada no Jornal Nacional...
Principais análises e notícias sobre politica, economia, relações internacionais, etc., etc.
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Leandro Fortes: Remédio por Juros
Do blog do Azenha
por Leandro Fortes, em Carta Capital
Sem alarde e com um grupo reduzido de técnicos, coube a um pequeno e organizado órgão de terceiro escalão do Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), descobrir um recorrente crime cometido contra a saúde pública no Brasil. Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro.
A manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes. O Denasus listou ainda uma série de exemplos de desrespeito à Constituição Federal, a normas do Ministério da Saúde e de utilização ilegal de verbas do SUS em outras áreas de governo. Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas consequências para seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres.
As auditorias, realizadas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas no fim de março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 10 de janeiro deste ano. Ao todo, cinco equipes do Denasus percorreram o País para cruzar dados contábeis e fiscais com indicadores de saúde. A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e, principalmente, o que fez com os recursos federais. Na maioria das unidades visitadas, foi constatado o não cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais. Essa legislação ainda precisa ser regulamentada.
Ao analisar as contas, os técnicos ficaram surpresos com o volume de recursos federais do SUS aplicados no mercado financeiro, de forma cumulativa, ou seja, em longos períodos. Legalmente, o gestor dos recursos é, inclusive, estimulado a fazer esse tipo de aplicação, desde que antes dos prazos de utilização da verba, coisa de, no máximo, 90 dias. Em Alagoas, governado pelo também tucano Teotônio Vilela Filho, o Denasus constatou operações semelhantes, mas sem nenhum prejuízo aos usuários do SUS. Nos casos mais graves, foram detectadas, porém, transferências antigas de recursos manipulados, irregularmente, em contas únicas ligadas a secretarias da Fazenda. Pela legislação em vigor, cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde do estado.
O primeiro caso a ser descoberto foi o do Distrito Federal, em março de 2009, graças a uma análise preliminar nas contas do setor de farmácia básica, foco original das auditorias. No DF, havia acúmulo de recursos repassados pelo Ministério da Saúde desde 2006, ainda nas gestões dos governadores Joaquim Roriz, então do PMDB, e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB. No governo do DEM, em vez de investir o dinheiro do SUS no sistema de atendimento, o ex-secretário da Saúde local Augusto Carvalho aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em março do ano passado, essa aplicação somava 238,4 milhões de reais. Parte desse dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda.
Essa constatação deixou em alerta o Ministério da Saúde. As demais equipes do Denasus, até então orientadas a analisar somente as contas dos anos 2006 e 2007, passaram a vasculhar os repasses federais do SUS feitos até 2009. Nem sempre com sucesso. De acordo com os relatórios, em alguns estados como São Paulo e Minas os dados de aplicação de recursos do SUS entre 2008 e 2009 não foram disponibilizados aos auditores, embora se tenha constatado o uso do expediente nos dois primeiros anos auditados (2006-2007). Na auditoria feita nas contas mineiras, o Denasus detectou, em valores de dezembro de 2007, mais de 130 milhões de reais do SUS em aplicações financeiras.
O Rio Grande do Sul foi o último estado a ser auditado, após um adiamento de dois meses solicitado pelo secretário da Saúde da governadora tucana Yeda Crusius, Osmar Terra, do PMDB, mesmo partido do ministro Temporão. Terra alegou dificuldades para enviar os dados porque o estado enfrentava a epidemia de gripe suína. Em agosto, quando a equipe do Denasus finalmente desembarcou em Porto Alegre, o secretário negou-se, de acordo com os auditores, a fornecer as informações. Não permitiu sequer o protocolo na Secretaria da Saúde do ofício de apresentação da equipe. A direção do órgão precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que o governo estadual havia retido 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009.
O dinheiro, represado nas contas do governo estadual, serviu para incrementar o programa de déficit zero da governadora, praticamente único argumento usado por ela para se contrapor à série de escândalos de corrupção que tem enfrentado nos últimos dois anos. No início de fevereiro, o Conselho Estadual de Saúde gaúcho decidiu acionar o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa para apurar o destino tomado pelo dinheiro do SUS desde 2006.
Ainda segundo o relatório, em 2007 o governo do Rio Grande do Sul, estado afetado atualmente por um surto de dengue, destinou apenas 0,29% dos recursos para a vigilância sanitária. Na outra ponta, incrivelmente, a vigilância epidemiológica recebeu, ao longo do mesmo ano, exatos 400 reais do Tesouro estadual. No caso da assistência farmacêutica, a situação ainda é pior: o setor não recebeu um único centavo entre 2006 e 2007, conforme apuraram os auditores do Denasus.
Com exceção do DF, onde a maioria das aplicações com dinheiro do SUS foi feita com recursos de assistência farmacêutica, a maior parte dos recursos retidos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, aí incluído o programa de combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão de saúde e capacitação de profissionais do setor.
Informado sobre o teor das auditorias do Denasus, em 15 de fevereiro, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, colocou o assunto em pauta, em Brasília, na terça-feira 23. Antes, pediu à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, à qual o Denasus é subordinado, para repassar o teor das auditorias, em arquivo eletrônico, para todos os 48 conselheiros nacionais. Júnior quer que o Ministério da Saúde puna os gestores que investiram dinheiro do SUS no mercado financeiro de forma irregular. "Tem muita coisa errada mesmo."
No caso de São Paulo, a descoberta dos auditores desmonta um discurso muito caro ao governador José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência da República, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do País, cargo ocupado por ele entre 1998 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo dados da auditoria do Denasus, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, 12,2 milhões a programas de gestão, 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas.
Ainda em São Paulo, o Denasus constatou que os recursos federais do SUS, tanto os repassados pelo governo federal como os que tratam da Emenda nº 29, são movimentados na Conta Única do Estado, controlada pela Secretaria da Fazenda. Os valores são transferidos imediatamente para a conta, depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED). "O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes", registraram os auditores.
Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo paulista deixou de aplicar na saúde, apenas nos dois exercícios analisados, um total de 2,1 bilhões de reais. Destes, 1 bilhão, em 2006, e 1,1 bilhão, em 2007. Apesar de tudo, Alckmin e Serra tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. O mesmo fenômeno repetiu-se nas demais unidades onde se constatou o uso de dinheiro do SUS no mercado financeiro. No mesmo período, Minas Gerais deixou de aplicar 2,2 bilhões de reais, segundo o Denasus. No Rio Grande do Sul, o prejuízo foi estimado em 2 bilhões de reais.
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por Leandro Fortes, em Carta Capital
Sem alarde e com um grupo reduzido de técnicos, coube a um pequeno e organizado órgão de terceiro escalão do Ministério da Saúde, o Departamento Nacional de Auditorias do Sistema Único de Saúde (Denasus), descobrir um recorrente crime cometido contra a saúde pública no Brasil. Em três dos mais desenvolvidos e ricos estados do País, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, todos governados pelo PSDB, e no Distrito Federal, durante a gestão do DEM, os recursos do SUS têm sido aplicados, ao longo dos últimos quatro anos, no mercado financeiro.
A manobra serviu aparentemente para incrementar programas estaduais de choques de gestão, como manda a cartilha liberal, e políticas de déficit zero, em detrimento do atendimento a uma população estimada em 74,8 milhões de habitantes. O Denasus listou ainda uma série de exemplos de desrespeito à Constituição Federal, a normas do Ministério da Saúde e de utilização ilegal de verbas do SUS em outras áreas de governo. Ao todo, o prejuízo gerado aos sistemas de saúde desses estados passa de 6,5 bilhões de reais, sem falar nas consequências para seus usuários, justamente os brasileiros mais pobres.
As auditorias, realizadas nos 26 estados e no DF, foram iniciadas no fim de março de 2009 e entregues ao ministro da Saúde, José Gomes Temporão, em 10 de janeiro deste ano. Ao todo, cinco equipes do Denasus percorreram o País para cruzar dados contábeis e fiscais com indicadores de saúde. A intenção era saber quanto cada estado recebeu do SUS e, principalmente, o que fez com os recursos federais. Na maioria das unidades visitadas, foi constatado o não cumprimento da Emenda Constitucional nº 29, de 2000, que obriga a aplicação em saúde de 12% da receita líquida de todos os impostos estaduais. Essa legislação ainda precisa ser regulamentada.
Ao analisar as contas, os técnicos ficaram surpresos com o volume de recursos federais do SUS aplicados no mercado financeiro, de forma cumulativa, ou seja, em longos períodos. Legalmente, o gestor dos recursos é, inclusive, estimulado a fazer esse tipo de aplicação, desde que antes dos prazos de utilização da verba, coisa de, no máximo, 90 dias. Em Alagoas, governado pelo também tucano Teotônio Vilela Filho, o Denasus constatou operações semelhantes, mas sem nenhum prejuízo aos usuários do SUS. Nos casos mais graves, foram detectadas, porém, transferências antigas de recursos manipulados, irregularmente, em contas únicas ligadas a secretarias da Fazenda. Pela legislação em vigor, cada área do SUS deve ter uma conta específica, fiscalizada pelos Conselhos Estaduais de Saúde, sob gestão da Secretaria da Saúde do estado.
O primeiro caso a ser descoberto foi o do Distrito Federal, em março de 2009, graças a uma análise preliminar nas contas do setor de farmácia básica, foco original das auditorias. No DF, havia acúmulo de recursos repassados pelo Ministério da Saúde desde 2006, ainda nas gestões dos governadores Joaquim Roriz, então do PMDB, e Maria de Lourdes Abadia, do PSDB. No governo do DEM, em vez de investir o dinheiro do SUS no sistema de atendimento, o ex-secretário da Saúde local Augusto Carvalho aplicou tudo em Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em março do ano passado, essa aplicação somava 238,4 milhões de reais. Parte desse dinheiro, segundo investiga o Ministério Público Federal, pode ter sido usada no megaesquema de corrupção que resultou no afastamento e na prisão do governador José Roberto Arruda.
Essa constatação deixou em alerta o Ministério da Saúde. As demais equipes do Denasus, até então orientadas a analisar somente as contas dos anos 2006 e 2007, passaram a vasculhar os repasses federais do SUS feitos até 2009. Nem sempre com sucesso. De acordo com os relatórios, em alguns estados como São Paulo e Minas os dados de aplicação de recursos do SUS entre 2008 e 2009 não foram disponibilizados aos auditores, embora se tenha constatado o uso do expediente nos dois primeiros anos auditados (2006-2007). Na auditoria feita nas contas mineiras, o Denasus detectou, em valores de dezembro de 2007, mais de 130 milhões de reais do SUS em aplicações financeiras.
O Rio Grande do Sul foi o último estado a ser auditado, após um adiamento de dois meses solicitado pelo secretário da Saúde da governadora tucana Yeda Crusius, Osmar Terra, do PMDB, mesmo partido do ministro Temporão. Terra alegou dificuldades para enviar os dados porque o estado enfrentava a epidemia de gripe suína. Em agosto, quando a equipe do Denasus finalmente desembarcou em Porto Alegre, o secretário negou-se, de acordo com os auditores, a fornecer as informações. Não permitiu sequer o protocolo na Secretaria da Saúde do ofício de apresentação da equipe. A direção do órgão precisou recorrer ao Ministério Público Federal para descobrir que o governo estadual havia retido 164,7 milhões de recursos do SUS em aplicações financeiras até junho de 2009.
O dinheiro, represado nas contas do governo estadual, serviu para incrementar o programa de déficit zero da governadora, praticamente único argumento usado por ela para se contrapor à série de escândalos de corrupção que tem enfrentado nos últimos dois anos. No início de fevereiro, o Conselho Estadual de Saúde gaúcho decidiu acionar o Ministério Público Federal, o Tribunal de Contas do Estado e a Assembleia Legislativa para apurar o destino tomado pelo dinheiro do SUS desde 2006.
Ainda segundo o relatório, em 2007 o governo do Rio Grande do Sul, estado afetado atualmente por um surto de dengue, destinou apenas 0,29% dos recursos para a vigilância sanitária. Na outra ponta, incrivelmente, a vigilância epidemiológica recebeu, ao longo do mesmo ano, exatos 400 reais do Tesouro estadual. No caso da assistência farmacêutica, a situação ainda é pior: o setor não recebeu um único centavo entre 2006 e 2007, conforme apuraram os auditores do Denasus.
Com exceção do DF, onde a maioria das aplicações com dinheiro do SUS foi feita com recursos de assistência farmacêutica, a maior parte dos recursos retidos em São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul diz respeito às áreas de vigilância epidemiológica e sanitária, aí incluído o programa de combate à Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Mas também há dinheiro do SUS no mercado financeiro desses três estados que deveria ter sido utilizado em programas de gestão de saúde e capacitação de profissionais do setor.
Informado sobre o teor das auditorias do Denasus, em 15 de fevereiro, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, colocou o assunto em pauta, em Brasília, na terça-feira 23. Antes, pediu à Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa do Ministério da Saúde, à qual o Denasus é subordinado, para repassar o teor das auditorias, em arquivo eletrônico, para todos os 48 conselheiros nacionais. Júnior quer que o Ministério da Saúde puna os gestores que investiram dinheiro do SUS no mercado financeiro de forma irregular. "Tem muita coisa errada mesmo."
No caso de São Paulo, a descoberta dos auditores desmonta um discurso muito caro ao governador José Serra, virtual candidato do PSDB à Presidência da República, que costuma vender a imagem de ter sido o mais pródigo dos ministros da Saúde do País, cargo ocupado por ele entre 1998 e 2000, durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Segundo dados da auditoria do Denasus, dos 77,8 milhões de reais do SUS aplicados no mercado financeiro paulista, 39,1 milhões deveriam ter sido destinados a programas de assistência farmacêutica, 12,2 milhões a programas de gestão, 15,7 milhões à vigilância epidemiológica e 7,7 milhões ao combate a DST/Aids, entre outros programas.
Ainda em São Paulo, o Denasus constatou que os recursos federais do SUS, tanto os repassados pelo governo federal como os que tratam da Emenda nº 29, são movimentados na Conta Única do Estado, controlada pela Secretaria da Fazenda. Os valores são transferidos imediatamente para a conta, depois de depositados pelo ministério e pelo Fundo Nacional de Saúde (FNS), por meio de Transferência Eletrônica de Dados (TED). "O problema da saúde pública (em São Paulo) não é falta de recursos financeiros, e, sim, de bons gerentes", registraram os auditores.
Pelos cálculos do Ministério da Saúde, o governo paulista deixou de aplicar na saúde, apenas nos dois exercícios analisados, um total de 2,1 bilhões de reais. Destes, 1 bilhão, em 2006, e 1,1 bilhão, em 2007. Apesar de tudo, Alckmin e Serra tiveram as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado. O mesmo fenômeno repetiu-se nas demais unidades onde se constatou o uso de dinheiro do SUS no mercado financeiro. No mesmo período, Minas Gerais deixou de aplicar 2,2 bilhões de reais, segundo o Denasus. No Rio Grande do Sul, o prejuízo foi estimado em 2 bilhões de reais.
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Reuters: Justiça da Colômbia impede terceiro mandato de Uribe
Por Patrick Markey
BOGOTÁ (Reuters) - A Corte Constitucional da Colômbia declarou ilegal nesta sexta-feira um referendo que poderia autorizar o presidente Álvaro Uribe a disputar um terceiro mandato consecutivo.
Agora, o favorito para vencer as eleições de 30 de maio é o seu ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, associado à batalha contra os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
No entanto, a decisão jurídica, a mais importante dos últimos anos na política colombiana, marca o início de uma difícil campanha para os rivais que buscam substituir Uribe, que se tornou um dos presidentes mais populares do país por sua estratégia para combater as guerrilhas de esquerda.
A Corte decidiu vetar o referendo por 7 votos a 2 citando irregularidades que vão desde o financiamento da consulta popular à controversa aprovação do plebiscito no Congresso.
Uribe, eleito em 2002 e em 2006, disse a repórteres após a decisão: "Eu aceito e respeito a decisão da Corte Constitucional".
Ele não confirmava nem desmentia sua intenção de disputar um novo mandato, mas seus seguidores se entusiasmavam com a ideia. Caso o referendo fosse autorizado, haveria pouco tempo para organizar a votação e, em caso de vitória do "sim", registrar sua candidatura.
Em seu governo, a mais antiga insurgência da América Latina sofreu um revés e investimentos estrangeiros fluíram continuamente para a Colômbia, país outrora considerado sinônimo de um Estado falido.
Muitos colombianos elogiaram Uribe como o homem que conseguiu conduzir o país sul-americano para o caminho certo.
Seu eventual sucessor não deve abandonar suas políticas de segurança, embora a maioria dos virtuais candidatos prometa mais ênfase social no país que é um dos principais exportadores de café da América Latina.
"O afastamento de Uribe da corrida presidencial é positivo a nosso ver, abrindo as portas para um grupo de candidatos que são amplamente favoráveis à continuidade da política", disse o analista do Eurasia Group, Patrick Esteruelas.
A transição pode causar preocupação nos mercados cambial e de títulos da dívida, mas em longo prazo a maioria dos analistas prevê estabilidade na Colômbia.
"Embora uma rejeição da Corte Constitucional possa desencadear um reação por reflexo negativa (na cotação do peso), isso deve ser transitório, já que não se espera nenhuma grande mudança econômica, regulatória ou na política de segurança", declarou a empresa RBC Capital Markets.
Excluindo Uribe, Santos tem liderado as pesquisas de intenção de voto, mas Sergio Fajardo, um candidato independente elogiado por seu desempenho como prefeito de Medellín, está ganhando espaço.
Outro ex-ministro da Defesa e três vezes candidato, Noemi Sanin, também avançou recentemente nas pesquisas.
BOGOTÁ (Reuters) - A Corte Constitucional da Colômbia declarou ilegal nesta sexta-feira um referendo que poderia autorizar o presidente Álvaro Uribe a disputar um terceiro mandato consecutivo.
Agora, o favorito para vencer as eleições de 30 de maio é o seu ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, associado à batalha contra os rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).
No entanto, a decisão jurídica, a mais importante dos últimos anos na política colombiana, marca o início de uma difícil campanha para os rivais que buscam substituir Uribe, que se tornou um dos presidentes mais populares do país por sua estratégia para combater as guerrilhas de esquerda.
A Corte decidiu vetar o referendo por 7 votos a 2 citando irregularidades que vão desde o financiamento da consulta popular à controversa aprovação do plebiscito no Congresso.
Uribe, eleito em 2002 e em 2006, disse a repórteres após a decisão: "Eu aceito e respeito a decisão da Corte Constitucional".
Ele não confirmava nem desmentia sua intenção de disputar um novo mandato, mas seus seguidores se entusiasmavam com a ideia. Caso o referendo fosse autorizado, haveria pouco tempo para organizar a votação e, em caso de vitória do "sim", registrar sua candidatura.
Em seu governo, a mais antiga insurgência da América Latina sofreu um revés e investimentos estrangeiros fluíram continuamente para a Colômbia, país outrora considerado sinônimo de um Estado falido.
Muitos colombianos elogiaram Uribe como o homem que conseguiu conduzir o país sul-americano para o caminho certo.
Seu eventual sucessor não deve abandonar suas políticas de segurança, embora a maioria dos virtuais candidatos prometa mais ênfase social no país que é um dos principais exportadores de café da América Latina.
"O afastamento de Uribe da corrida presidencial é positivo a nosso ver, abrindo as portas para um grupo de candidatos que são amplamente favoráveis à continuidade da política", disse o analista do Eurasia Group, Patrick Esteruelas.
A transição pode causar preocupação nos mercados cambial e de títulos da dívida, mas em longo prazo a maioria dos analistas prevê estabilidade na Colômbia.
"Embora uma rejeição da Corte Constitucional possa desencadear um reação por reflexo negativa (na cotação do peso), isso deve ser transitório, já que não se espera nenhuma grande mudança econômica, regulatória ou na política de segurança", declarou a empresa RBC Capital Markets.
Excluindo Uribe, Santos tem liderado as pesquisas de intenção de voto, mas Sergio Fajardo, um candidato independente elogiado por seu desempenho como prefeito de Medellín, está ganhando espaço.
Outro ex-ministro da Defesa e três vezes candidato, Noemi Sanin, também avançou recentemente nas pesquisas.
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Erros diplomáticos de Israel provocam alarme
Financial Times
À primeira vista, a morte violenta de um dirigente do Hamas em Dubai, no mês passado, pareceria ter pouco em comum com a altura dos sofás no Ministério das Relações Exteriores de Israel. Ou as recentes ameaças do ministro das Relações Exteriores de Israel contra o presidente da Síria. Ou a recusa rude de um alto funcionário israelense em receber um grupo de legisladores americanos na semana passada.
Mas há um tema que os liga: todos falam da capacidade de Israel de irritar seus vizinhos, antagonizar seus aliados e aprofundar o isolamento do país. Em um momento em que Israel já está diplomaticamente na defensiva por todo o mundo e cambaleando da reação negativa internacional contra a guerra na Faixa de Gaza no ano passado, é um hábito que está começando a alarmar muitas pessoas, inclusive dentro do próprio Israel.
Há, é claro, uma boa chance de que o assassinato de Mahmoud al Mabhouh nunca seja conclusivamente ligado ao serviço secreto de Israel. Mas a suposição predominante de que os assassinos foram de fato enviados pelo Mossad –utilizando passaportes britânicos, irlandeses, alemães e franceses para a viagem– já estremeceu os laços de Israel com esses países aliados europeus.
Israel não tem relacionamento oficial com Dubai que poderia estragar. Mas o emirado é um dos países árabes considerados “moderados” por Israel, e forma um bloco potencialmente importante na aliança contra o Irã. Em outras palavras, não é um campo de batalha ideal para a guerra secreta de Israel contra os militantes palestinos.
A aliança estratégica crucial de Israel com a Turquia, por sua vez, está abalada pelo recente caso “Sofagate”. Em uma ação que enfureceu tanto o governo quanto a opinião pública turca, o embaixador turco foi instruído pelo vice-ministro das Relações Exteriores de Israel a se sentar em um sofá baixo, em uma aparente tentativa de humilhar o emissário diante da mídia israelense. Danny Ayalon foi posteriormente forçado a pedir desculpas, mas há pouca dúvida de que o episódio causou um dano duradouro a uma das alianças mais importantes de Israel.
O incidente não foi um caso isolado. Sob Avigdor Lieberman, o ministro das Relações Exteriores e líder do partido de extrema direita Yisrael Beiteinu, Israel parece ter abraçado uma escola de diplomacia que gosta de fala rude e gestos provocadores. Em sua mais recente explosão, Lieberman alertou o presidente sírio de que ele e sua família seriam derrubados do poder caso ocorra outra guerra entre os dois países.
Isso ocorreu após outra decisão igualmente danosa na semana passada, desta vez por parte de Ayalon, de se recusar a se encontrar com uma delegação visitante de legisladores americanos. Isso ocorreu porque os legisladores –representando a maior e mais importante aliado de Israel– viajavam com um grupo de lobby judeu de esquerda, visto por alguns membros da direita de Israel como críticos demais da política israelense.
Alguns israelenses estão claramente desesperados com esta série de gols contras diplomáticos. É um desdobramento ainda mais enigmático dado que Israel está plenamente ciente dos riscos que corre com uma reação negativa internacional. Muitos israelenses estão convencidos de que seu país é vítima de uma campanha de “deslegitimização” comandada por grupos palestinos e ativistas anti-Israel de todo o mundo. Eles ficaram profundamente enfurecidos com os esforços, mais notadamente no Reino Unido, de processar políticos e soldados israelenses por supostos crimes de guerra. Eles temem pedidos de boicote. E rejeitam firmemente a onda de condenação internacional e protestos provocada pela guerra do ano passado na Faixa de Gaza.
Por trás de tudo isso há o medo de que Israel no final será tratado como um Estado pária, como a África do Sul da época do apartheid, com todas as consequências que poderiam resultar: nenhum cantor israelense no concurso anual da canção Eurovision, nenhuma laranja de Jaffa nos pratos europeus e nenhum apoio europeu e americano às políticas israelenses na ONU.
É um cenário que permanece fantasioso. O apoio a Israel é sólido nos Estados Unidos e entre a maioria dos governos europeus.
Mas Israel teme, acertadamente, que está perdendo a solidariedade de grande parte da opinião pública ocidental. O cultivo cuidadoso dos laços diplomáticos de Israel com seus aliados não é tema para manchetes dramáticas. Mas os laços servem mais aos interesses de longo prazo do Estado judeu do que um militante palestino morto em um quarto de hotel em Dubai.
http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/fintimes/2010/02/25/erros-diplomaticos-de-israel-provocam-alarme.jhtm
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Lembram dele?
Do Diário de Pernambuco
Ministério Público pede absolvição de Humberto Costa no caso da máfia dos vampiros.
A advogada do secretário estadual das Cidades, Humberto Costa (PT), Marília Fragoso, acaba de informar que o Ministério Público pedirá à Justiça a absolvição do petista no processo em que ele é acusado de envolvimento na ‘máfia dos vampiros’ quando dirigia o Ministério da Saúde (janeiro de 2003 a julho de 2005). Segundo ela, o MP opinou por inocentar Humberto por absoluta falta de provas.
A denúncia foi feita em 2006 pelo procurador da República no Distrito Federal, Gustavo Pessanha, que acusou o petista por corrupção e formação de quadrilha na tal ‘máfia dos vampiros’. A representação foi fundamentada na Operação Vampiro, da Polícia Federal, que investigou o envolvimento de empresários e funcionários do Ministério da Saúde na compra superfaturada de medicamentos que atuam no processo de coagulação do sangue, os hemoderivados. Segundo a advogada, o MP pediu a absolvição porque até mesmo “testemunhas de acusação acabaram elogiando a postura, a conduta e honestidade do
ministro”. “O MP, que é o titular da ação penal, não teve outra saída se não pedir a absolvição, reconhecendo, ele próprio, que a denúncia é improcedente”, disse.
Marília Fragoso explicou que ao longo de “quatro anos de luta” conseguiu desmembrar o processo que envolvia um grande numero de denunciados. Com isso, Humberto passou a responder separadamente ao processo que foi, inclusive, transferido para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado no Recife.
O relator é o desembargador Geraldo Apoliano. Como ele está de férias, o parecer com o pedido de absolvição deve ir para as mãos de um juiz substituto. Humberto esperava o resultado do julgamento para voltar a pensar em voos mais altos na política. Na época, a denúncia acabou por comprometer sua candidatura ao governo do estado, abrindo espaço para a vitória de Eduardo Campos (PSB). Agora, deve ganhar fòlego novo para pleitear cargos majoritários. Hoje ele é um dos cotados do PT para concorrer ao Senado.
Em 2006, em plena campanha para o governo do estado, Humberto disse, em nota, que estranhava o fato de a denúncia ter sido feita tão próximo ao dia da eleição (era a semana do 1º turno). Para ele, tudo reforçava a tese de que existia um complô contra a sua candidatura e contra a reeleição de Lula a presidente da República.
Na nota, Humberto acusava o procurador de usar “dois pesos e duas medidas” no caso. Disse ainda estranhar o fato de Pessanha não ter levado em conta as denúncias de participação na ‘máfia dos vampiros’ de pessoas ligadas ao ex- governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), como o ex-secretário de Saúde, Guilherme Robalinho. A nota dizia ainda que o petista estava “sereno e confiante de que vai poder provar na Justiça que não tem nada a ver com o caso”. Se depender do Ministério Público, ele já está livre da acusação. Hoje, às 19h, Humberto dará coletiva, no Sindsep.
Por Josué Nogueira
Vá ao Diário de Pernambuco...
Ministério Público pede absolvição de Humberto Costa no caso da máfia dos vampiros.
A advogada do secretário estadual das Cidades, Humberto Costa (PT), Marília Fragoso, acaba de informar que o Ministério Público pedirá à Justiça a absolvição do petista no processo em que ele é acusado de envolvimento na ‘máfia dos vampiros’ quando dirigia o Ministério da Saúde (janeiro de 2003 a julho de 2005). Segundo ela, o MP opinou por inocentar Humberto por absoluta falta de provas.
A denúncia foi feita em 2006 pelo procurador da República no Distrito Federal, Gustavo Pessanha, que acusou o petista por corrupção e formação de quadrilha na tal ‘máfia dos vampiros’. A representação foi fundamentada na Operação Vampiro, da Polícia Federal, que investigou o envolvimento de empresários e funcionários do Ministério da Saúde na compra superfaturada de medicamentos que atuam no processo de coagulação do sangue, os hemoderivados. Segundo a advogada, o MP pediu a absolvição porque até mesmo “testemunhas de acusação acabaram elogiando a postura, a conduta e honestidade do
ministro”. “O MP, que é o titular da ação penal, não teve outra saída se não pedir a absolvição, reconhecendo, ele próprio, que a denúncia é improcedente”, disse.
Marília Fragoso explicou que ao longo de “quatro anos de luta” conseguiu desmembrar o processo que envolvia um grande numero de denunciados. Com isso, Humberto passou a responder separadamente ao processo que foi, inclusive, transferido para o Tribunal Regional Federal da 5ª Região, sediado no Recife.
O relator é o desembargador Geraldo Apoliano. Como ele está de férias, o parecer com o pedido de absolvição deve ir para as mãos de um juiz substituto. Humberto esperava o resultado do julgamento para voltar a pensar em voos mais altos na política. Na época, a denúncia acabou por comprometer sua candidatura ao governo do estado, abrindo espaço para a vitória de Eduardo Campos (PSB). Agora, deve ganhar fòlego novo para pleitear cargos majoritários. Hoje ele é um dos cotados do PT para concorrer ao Senado.
Em 2006, em plena campanha para o governo do estado, Humberto disse, em nota, que estranhava o fato de a denúncia ter sido feita tão próximo ao dia da eleição (era a semana do 1º turno). Para ele, tudo reforçava a tese de que existia um complô contra a sua candidatura e contra a reeleição de Lula a presidente da República.
Na nota, Humberto acusava o procurador de usar “dois pesos e duas medidas” no caso. Disse ainda estranhar o fato de Pessanha não ter levado em conta as denúncias de participação na ‘máfia dos vampiros’ de pessoas ligadas ao ex- governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), como o ex-secretário de Saúde, Guilherme Robalinho. A nota dizia ainda que o petista estava “sereno e confiante de que vai poder provar na Justiça que não tem nada a ver com o caso”. Se depender do Ministério Público, ele já está livre da acusação. Hoje, às 19h, Humberto dará coletiva, no Sindsep.
Por Josué Nogueira
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Mais um Erro no Afeganistão e a Greve de Fome em Cuba
Deu no The Times
"(...) Era escuro quando Mohamed Taleb Abdul Ajan despertou ao som de cães latindo. Em seguida, ele ouviu o barulho de botas e vozes fora seu quarto. "Suas pistolas mataram sem um som", disse ele. Pela madrugada três dos filhos do Taleb, dois de seus irmãos, três sobrinhas, um rapaz pastor e um vizinho foram mortos (..)."
Este é mais um dos relatos sobre erros de operações militares da OTAN no Afeganistão, sob o comando dos EUA. Você viu isto em algum lugar aqui na imprensa tupiniquim? Eu não.
Mas em compensação você deve ter ouvido sobre a morte de Orlando Zapata, preso político em greve de fome em Cuba. E da pressão da oposição cobrando uma declaração pública do Pres. Lula sobre a questão dos direitos humanos naquele país.
Abstraindo as questões políticas, não deveria a morte de inocentes no Afeganistão ter a mesma cobertura que a de presos políticos em Cuba?
Leia mais no The Times (em inglês)...
"(...) Era escuro quando Mohamed Taleb Abdul Ajan despertou ao som de cães latindo. Em seguida, ele ouviu o barulho de botas e vozes fora seu quarto. "Suas pistolas mataram sem um som", disse ele. Pela madrugada três dos filhos do Taleb, dois de seus irmãos, três sobrinhas, um rapaz pastor e um vizinho foram mortos (..)."
Este é mais um dos relatos sobre erros de operações militares da OTAN no Afeganistão, sob o comando dos EUA. Você viu isto em algum lugar aqui na imprensa tupiniquim? Eu não.
Mas em compensação você deve ter ouvido sobre a morte de Orlando Zapata, preso político em greve de fome em Cuba. E da pressão da oposição cobrando uma declaração pública do Pres. Lula sobre a questão dos direitos humanos naquele país.
Abstraindo as questões políticas, não deveria a morte de inocentes no Afeganistão ter a mesma cobertura que a de presos políticos em Cuba?
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