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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Quando a Indignação fala mais Alto

Voltava do interior do Estado, neste último feriado de páscoa, encontrando um movimento intenso na estrada. Estrada duplicada, relativamente bem conservada, muito boa para os padrões brasileiros. Mas não tem jeito. Tem sempre aqueles que se inebriam pela ausência de fiscalização e "metem  pé" no acelerador, ainda que tenha que fazê-lo pelo acostamento. E não são poucos! Quando um começa, lá vai o efeito manada a debandar tantos outros que não querem ficar para trás, com a fama de pouco "espertos". Não pensam no outro, não como cidadãos, que além de direitos têm responsabilidades. O risco inerente ao comportamento é justificável por termos sempre um "governo ladrão", que, por sinal, não fiscaliza devidamente. E assim cria-se uma têmpera no brasileiro que se infiltra por todos os setores da sociedade, o de levar vantagem em tudo. E como isto nos atrapalha e atrasa naquilo que podemos chamar de um projeto de sociedade mais justa e igual. Ainda precisaremos batalhar muito para nos livrarmos de tal estigma. Um exemplo interessante de como este comportamento torna-se intolerável é quando a desfaçatez passa a ser a tônica das relações de poder. Aí tem que ter alguém com coragem pra apontar o absurdo. Foi o que fez a deputada Cidinha Campos, na Assembléia do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

BBC Brasil: Campanhas caras e leis duras estimulam corrupção no Brasil, diz 'Economist'

A edição desta semana da revista britânica The Economist traz um artigo em que afirma que os altos custos das campanhas políticas no Brasil, aliados a regras de financiamentos eleitorais “estritas de maneira irrealista”, são a origem de muitos dos escândalos de corrupção no país.

A revista cita o recente caso envolvendo o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, e brinca ao afirmar que “no Brasil, quando dinheiro, política e escândalos se encontram, há geralmente uma câmera em algum lugar para fazer com que qualquer declaração de inocência se esvazie”.

Afirmando que o “Brasil provavelmente não é mais corrupto que países de tamanho e riqueza similares” – com resultados melhores em índices de percepção da corrupção que Índia, China e Rússia -, a Economist ressalta que os escândalos no país costumam ser investigados por uma imprensa “agressiva e competitiva” e instituições fortes como o Ministério Público.

Citando informações da ONG Transparência Brasil, a publicação diz que, embora parte do dinheiro da corrupção seja usada em propinas, a maior quantidade vai para financiamentos de campanhas, cujas regras no Brasil são bastante estritas.
Como exemplo dessas regras duras, a revista cita a cassação do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, depois suspensa pela Justiça.

A Economist também afirma que as campanhas no Brasil são muito caras, devido ao tamanho dos distritos eleitorais e a uma cultura entre empresas de que é necessário fazer doações a políticos de todas as tendências, como forma de ficar bem com o governo.

Para a revista, a visão de que a prisão de Arruda representa um progresso no combate à corrupção é “otimista”. Além disso, a publicação sugere que ele só foi preso por governar o Distrito Federal, que é “pequeno”, e representar um partido, o DEM, “cuja importância está diminuindo”.
“Uma lição mais prática do episódio (Arruda) para os aspirantes a políticos pode ser a de checar vasos, malas e móveis para ver se há câmeras escondidas antes de lidar com grandes maços de dinheiro”, diz a revista.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Governador Arruda se entrega à Polícia Federal

Do Portal R7

Maioria dos ministros do STJ decretou a prisão e afastamento do governador do DF.

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido) se entregou à Polícia Federal nesta quinta-feira (11). A informação foi confirmada nesta quinta-feira à reportagem do R7 pela assessoria de imprensa do órgão. A PF não soube dizer se as outras cinco pessoas que tiveram a prisão decretada estão na sede do órgão.


O STJ (Superior Tribunal de Justiça) decretou a prisão do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido). A decisão foi tomada pelo relator do inquérito do mensalão do DEM no STJ, ministro Fernando Gonçalves, e referendada pela Corte Especial por maioria simples, com doze votos a favor e dois contra. Além da prisão, a decisão da Justiça também afasta Arruda do cargo de governador.

Dois secretários do governo do Distrito Federal foram à superintendência da Polícia Federal após Arruda se entregar. São eles: o secretário de Transportes, Alberto Fraga, e o secretário de segurança, Walmir Lemos.

A decisão foi tomada com base em pedido feito pela subprocuradora Geral da República Raquel Dodge, que pediu a prisão preventiva de Arruda e mais cinco pessoas por tentativa de coação de testemunha no caso do mensalão do DEM, que investiga um suposto esquema de corrupção no governo do Distrito Federal. Durante a sessão desta tarde que decidiu pela prisão, o ministro Nilson Naves ainda argumentou que seria inconstitucional afastar Arruda, pois a decisão caberia à Câmara Legislativa do DF. Um pedido de impeachment do governador está sob análise dos deputados distritais.

Além de Arruda, os ministros também decretaram a prisão de Geraldo Naves (DEM), do ex-deputado distrital, Wellington Moraes, do ex-secretário de Comunicação do DF, do diretor da CEB (Companhia Elétrica de Brasília), Haroaldo de Carvalho, de Rodrigo Arantes, sobrinho e assessor direto do governador e de Antônio Bento da Silva, servidor aposentado do governo do DF, que já está preso.

Eles são suspeitos de participar da tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, o Sombra. A tentativa foi flagrada em vídeo pela PF e, em depoimento, Bento disse que agiu em nome de Arruda. O servidor aposentado foi flagrado ao tentar entregar R$ 200 mil a Sombra.
De acordo com Gonçalves, a prisão preventiva será para garantir a ordem pública e a investigação do suposto esquema de corrupção no governo do DF.

Veja o vídeo em que um suposto emissário de Arruda tenta subornar Sombra:


No G1, a possibilidade do Habeas Corpus:



Do Blog do Nassif

O Degastado Padrao Kamel de Cobertura

Por Yuri
O William Boner e a Fátima Bernardes acabaram de noticiar que o presidente Lula ficou “abatido” com a prisão do gov. Arruda. A notícia foi em tom como se o governador fosse correligionário do presidente. Nem nos próprios DEMos (sic) colaram o Arruda como colaram no presidente Lula. Usaram aquela velha tática: Segundo assessores próximos ao presidente… Sem dar nomes, é claro.