Foi em Campinas (21/09/2010) e mostra o porquê de Lula ser um político de envergadura. Foi a partir dele que iniciou a estratégia de polemização com a velha mídia, tirando o foco dos escândalos da Casa Civil e da própria Dilma Rousseff e recrudescendo o discurso com o stablishmente midiático. Foi a partir dele também que a velha mídia aumentou o tom das críticas, acusando, inclusive, o Presidente de ter arroubos de autoritarismo e ser contra a livre expressão. É a partir deste fato político que alguns órgãos, outrora discretos, passarão a sair do armário, e assumir publicamente a candidatura de sua predileção (o caso do editorial do Estadão de 26/09/2010), como fizera a Carta Capital já em duas eleições. É possível afirmar que este discurso selou, simbolicamente, o destino do setembro negro (embora ainda se espere uma possível "bala de prata") promovido pelo consórcio midiático em torno da candidatura Serra, e, quem sabe, poderá ser considerado como um marco de uma nova era das comunicações no país.
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sábado, 25 de setembro de 2010
Um Discurso Histórico de Lula
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quinta-feira, 1 de abril de 2010
A Imprensa como Partido Politico
A imprensa deve ser livre, mas deve ser tambem democratica. Deve ser criticada porque nao esta acima do bem, nem do mal. Deve ser vigiada e se errar deve responder pelos seus atos. Mas o mais importante e que uma populacao politizada faca as escolhas, de ler ou assistir o que bem entender, sempre com base no patrimonio de credibilidade que um veiculo de comunicacao tem (ou deva ter). O que nao impede que um governo tome iniciativas para desconcentrar o poder nas maos de alguns meios, que passam a agir como partido politico, distorcendo fatos e favorecendo candidatos que se alinham a seus interesses. Nao se enganem, esta eleicao e o ultimo suspiro da "velha midia" e eles vem com tudo pra cima do atual governo, pois sentem que o seu poder esta sendo diminuido pelo atual grupo que ocupa o Planalto Central. Mas ha tambem uma ressalva a se fazer: assim como e pernicioso a concentracao de poder nas maos de um grupo de midia, asssim tambem e que se deve encarar quanto aos governos. Governo de mais tambem e pernicioso, principalmente quando falamos do Estado brasileiro, que nao e, em si, um primor de defesa dos interesses publicos. Claro que isto depende muito das circunstancias que envolvem uma sociedade, mas e sempre bom ficar atento pra nao se sair de uma armadilha e cair em outra. E o caso do PNDH e a virulenta reacao dos detentores dos maiores veiculos de comunicacao no pais.
Do Portal Comunique-se
| Para o ministro da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, a imprensa brasileira age como um tipo de “partido de oposição”. "(A imprensa) vem confundindo um papel que é dela - informar, cobrar e denunciar - com o papel do protagonismo partidário, que é transformar isso em ações de conteúdo unilateral". A declaração foi feita nesta terça-feira (30/03) durante a apresentação do 3º PNDH (Programa Nacional de Direitos Humanos) na Procuradoria Geral da República. O ministro ressaltou a posição da Associação Nacional de Jornais (ANJ) para reforçar seu ponto de vista. "A presidente da ANJ, Judith Brito, fala exatamente o que eu vinha dizendo como crítica. Ela fala: 'Na situação atual, em que os partidos de oposição estão muito fracos, cabe a nós dos jornais exercer o papel dos partidos. Por isso estamos fazendo'", declarou Vannuchi ao se referir a participação de Judith em um evento, que discutiu o PNDH, em São Paulo. Contra as críticas do ministro, Judith afirmou que o objetivo da entidade é defender a liberdade de expressao. Várias entidades patronais, como Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e Associação Nacional de Editores de Revista (ANER), repudiaram o controle social da mídia proposto pelo PNDH. Vannuchi negou que o governo tenha a intenção de limitar a liberdade de expressão, alegando que ela precisa ser “ampla, plena e completa". Com informações da Folha de S. Paulo. |
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